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Eleições 2022
É cedo para PSDB decidir quem será candidato em 2022, dizem deputados
Três deles conversaram com a reportagem e, em comum, informaram que ainda não há certeza se a sigla terá candidato para assumir a cadeira atualmente ocupada pela governadora Fátima Bezerra.
Pedro Trindade
24/11/2020 | 05:24

O prefeito reeleito de Natal, Álvaro Dias, em entrevista ao Agora RN, avaliou a possibilidade do seu partido, o PSDB, ter candidato próprio ao Governo do Estado em 2022. Ele cita alguns nomes que integram a legenda como possíveis postulantes, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, e do também deputado estadual Tomba Farias.

Hoje, dos 24 deputados da AL, cinco são do partido tucano. Três deles conversaram com a reportagem e, em comum, informaram que ainda não há certeza se a sigla terá candidato para assumir a cadeira atualmente ocupada pela governadora Fátima Bezerra (PT).

Nos bastidores, o que leva a acreditar uma possível candidatura encabeçada pelo PSDB é a base criada pelo partido nas eleições municipais deste ano. Dos 167 municípios do estado potiguar, 31 serão comandados por prefeitos tucanos – segunda legenda em número de prefeituras no RN.

Além dos deputados da própria sigla, o nome do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, tem sido apontado por alguns analistas políticos como provável nome, muito embora o ministro não esteja mais filiado ao PSDB.

Na bancada potiguar do PSDB, entretanto, o nome dele não é um dos mais citados, até porque, como comenta o deputado estadual Gustavo Carvalho (PSDB), novos nomes podem integram à sigla e reconfigurar as atuais projeções.

“Muitas coisas podem acontecer daqui para 2022, a começar pela filiação de novos quadros. Os nomes comentados são ótimos, mas poderemos ter mais opções do que já temos hoje, a depender das discussões e dos convites feitos pelo partido”, comenta.

O deputado descarta concorrer ao cargo, pois está “focando em renovar o mandatado na ALRN”. Ele, inclusive, já comentou a decisão à presidência do partido, que compreendeu.

Assim como ele, o deputado estadual José Dias também não deseja ser o sucessor da petista Fátima, e afirma que o debate dessa discussão é precoce, especialmente por causa da campanha municipal, finalizada recentemente.

“Saímos de uma campanha que tem reflexos imediatos, quando se contabiliza os mortos, os feridos e os que sobreviveram. E, por isso, é um momento de cautela. Até porque uma campanha não determina outra de forma linear. Há muito caminho a percorrer”, explica.

Ele acredita que o partido tem condições de ter representante disputando o governo, mas que isso por si só não é suficiente para se ganhar um pleito, quando se trata de campanha majoritária.

“Nas eleições de 2018, o atual presidente Bolsonaro tinha uma base eleitoral frágil, não existia. Não era nem anã. O que aconteceu? Ele terminou assumindo o Planalto. A base política é importante, mas ela não é determinante”, reflete.

Já para o deputado estadual Raimundo Fernandes, o partido, diante dos resultados alcançados este ano, discutirá as eleições de 2022.
Entretanto, alerta que há outros cargos em jogo, como uma vaga no Senado, e o partido pode optar por disputar a vaga única ofertada na próxima eleição. “Ezequiel é um ótimo nome para esse posto”, diz.

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