O dólar encerrou a segunda-feira 9 em queda firme, abaixo dos R$ 5,20, em mais uma sessão de forte fluxo de investimentos para países emergentes como o Brasil, após a China frear compra de treasuries dos Estados Unidos.
A moeda norte-americana fechou com recuo de 0,59%, aos R$ 5,1886, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou aos R$ 5,1539. No ano, a divisa acumula baixa de 5,47%.

Já o Ibovespa operou em alta no pregão, impulsionado pelo avanço das blue chips Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Bradesco, enquanto os papéis do BTG Pactual figuraram entre as maiores quedas após a divulgação de balanço trimestral. Às 17h18, o índice subia 1,76%, aos 186.127,57 pontos.
No Brasil, o mercado também reagiu às declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento promovido pela ABBC, em São Paulo. Ele afirmou que a melhora da inflação no país não é a “volta da vitória” e disse que agora a autoridade monetária busca a “calibragem” em suas decisões.
Mais cedo, o Banco Central divulgou o Boletim Focus com nova redução na projeção para a inflação em 2026, de 3,99% para 3,97%.
De acordo com análise técnica semanal do BB Investimentos, o Ibovespa segue em tendência de alta. “Mas seu comportamento nas últimas três semanas desenha um padrão de esgotamento do ímpeto altista, com resistência consolidada ao redor dos 187,5 mil pontos e zona de suporte imediata em 182 mil pontos”, afirmaram em relatório a clientes.
No exterior, a semana começou com viés negativo dos futuros acionários norte-americanos. Para a equipe da Ágora Investimentos, o cenário externo pode trazer volatilidade adicional aos ativos locais, com mercados em compasso de espera por indicadores relevantes.
Boletim Focus
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%, ficando 0,53 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, a projeção era de 4,05%. Considerando apenas as 63 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 3,90% para 3,96%.
A projeção para o IPCA de 2027 permaneceu em 3,80% pela 14ª semana consecutiva. Considerando apenas as 56 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 3,66% para 3,80%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, segundo o IBGE, abaixo da última mediana do Focus, de 4,31%, e da estimativa do Banco Central, de 4,4%.
*Com informações da CNN