A Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira 28 a identidade de quatro homens que, segundo as investigações, estão envolvidos na morte de Miguel Cabral Nasser, ex-prefeito de São Pedro, município da região Potengi do Rio Grande do Norte. O crime ocorreu no dia 3 de fevereiro de 2025, às 18h30, em frente ao colégio Atheneu, na Avenida Campos Sales, no bairro Petrópolis, em Natal.
Os suspeitos foram identificados como: José William Oliveira da Silva, de 26 anos – preso; Jackson Rubens Gomes Nascimento, de 30 anos – preso; Idcarlos de Souza Costa, de 30 anos – foragido; Júlio Cesar Melo de Souza, de 23 anos – foragido. Dois dos investigados foram presos nesta sexta-feira 28 na cidade de Olinda, no estado de Pernambuco, em conjunto com a Polícia Civil de Pernambuco. Eles foram detidos junto com outros suspeitos, em uma operação.

De acordo com a Polícia, no momento do crime, Júlio Cesar permaneceu dentro do veículo, enquanto os outros três se aproximaram de um grupo de pessoas que estavam sentadas em uma banca de revista e efetuaram os disparos contra Miguel Cabral Nassar. Com base nas investigações realizadas pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a Justiça decretou a prisão temporária de todos os envolvidos. Nesta sexta-feira 28, foram presos José William Oliveira da Silva e Jackson Rubens Gomes Nascimento.
Segundo as investigações, Jackson Rubens, vestindo roupa preta e boné vermelho, se aproximou da vítima pela frente, enquanto José William a surpreendeu por trás, efetuando diversos disparos de arma de fogo. Idcarlos de Souza Costa e Júlio Cesar Melo de Souza seguem foragidos. Os suspeitos são considerados bandidos de alta periculosidade.
A polícia pede ajuda da população para encontrá-los. Os dois homens presos em Olinda confessaram o crime e formam um grupo já procurado pela Polícia por suspeita de participação em outros três assassinatos realizados no Rio Grande do Norte, um no dia 11 de janeiro e outros dois no dia 30 de janeiro, em bairros diferentes de Natal.
Os dois presos e os dois foragidos agiram juntos nesses três crimes e no assassinato de Miguel Nasser, diz a Polícia. A investigação continua para identificar as motivações para o crime
Rixa entre grupos criminosos
O assassinato do ex-prefeito pode ter sido causado por uma “rixa” entre dois grupos criminosos. De acordo com o delegado Cláudio Henrique, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), essa foi a motivação apresentada pelos dois suspeitos presos nesta sexta-feira 28. “A motivação que os acusados deram era que havia uma rivalidade entre o grupo deles, dos criminosos, e o grupo supostamente liderado pelo ex-prefeito. Esse grupo comandado pelo ex-prefeito teria sido responsável pelo homicídio de um parceiro deles, alguns anos atrás, e eles tiveram a oportunidade de executar a vítima. Aproveitaram a oportunidade por essa rixa, por essa rivalidade entre esses grupos”, afirmou Cláudio Henrique, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira.
Ainda segundo o delegado, Miguel Cabral tinha nove armas, mas nenhuma delas foi encontrada pelos investigadores depois do assassinato do ex-prefeito. “O fato de ele ter nove armas de fogo e essas armas não serem encontradas já traz uma certa credibilidade à fala dos criminosos”, declarou o delegado da DHPP.
Delegado descarta participação de “Pamonha”
Em coletiva de imprensa ontem, o delegado da DHPP descartou que “Pamonha” tenha tido participação no crime. No dia em que foi assassinado, enquanto era socorrido, Miguel Cabral gritou que “Pamonha” teria envolvimento com o crime. “Pamonha” é o apelido atribuído a um homem que seria suspeito de envolvimento com uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas.
A identidade exata dele não foi relevada pela polícia até agora. “Nós não verificamos nenhum vínculo entre esta pessoa, de vulgo ‘Pamonha’, e os atiradores, os executores. Mas ainda está muito inicial. Pode ser que encontremos lá na frente, mas até o momento não há nenhuma ligação entre eles”, afirmou o delegado. Segundo o delegado, “Pamonha” e o ex-prefeito tinham desentendimento. “Pamonha” foi localizado, mas a primeira fase das investigações aponta que ele não tem ligação com o crime.