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Crítica
Delegados repudiam prova depreciativa contra a PM aplicada por colégio de Natal
"Esta associação não compactua com violência, corrupção e discriminação", disse a Adepol/RN
Redação
03/09/2020 | 07:42

A Associação de Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte (Adepol/RN) repudiou a abordagem apresentada pelo Colégio Marista de Natal ao retratar policiais de forma depreciativa em uma avaliação realizada para alunos do oitavo ano. As questões apresentadas na prova causaram polêmica na cidade.

“Esta associação não compactua com violência, corrupção e discriminação. Ocorre que, em apenas uma prova, a polícia foi retratada três vezes e, em todas elas com uma visão extremamente preconceituosa e desrespeitosa com os profissionais de segurança pública”, disse a Adepol/RN, em nota enviada à imprensa.

“Vale dizer que a polícia não está isenta de críticas, e deve aceitá-las como forma de evoluir. O que não pode se aceitar é o oferecimento de uma imagem extremamente negativa, como sendo regra. Exemplos negativos existem em todas as profissões. Entretanto, o que pode se afirmar com veemência, é que eles são exceção”, acrescentou.

Ainda de acordo com a associação, “se, por um lado, o preconceito e a estigmatização contra pessoas em razão da cor ou condição socioeconômica são inaceitáveis, estes mesmos preconceitos e estigmas não podem ser impingidas a toda uma classe, que diuturnamente se dedica à defesa da população, ainda que isso lhe custe a própria vida”.

Por fim, a Adepol disse que “é preciso ter em mente que o Colégio Marista, assim como todas as escolas, tem fundamental importância na formação e educação de toda uma geração de crianças e adolescentes, de modo que jamais deveria disseminar o ódio e o preconceito. Apresentar charges com conotação explícita de denegrir a imagem do policial, pode levar essas pessoas em formação a acreditar que os policiais são uma ameaça, quando na verdade diariamente policiais valorosos, honrados, abnegados e corajosos dão a sua vida para proteger a pessoas que sequer conhecem”.

A nota encerra com um questionamento: “Será que a escola, com a mesma intensidade, apresenta aos alunos a figura do policial que dedica sua vida aos demais?”

A prova

A prova do oitavo ano do ensino fundamental do Colégio Marista, localizado na Zona Leste de Natal, foi alvo de críticas nas redes sociais nesta quarta-feira 2. O exame, identificado como “avaliação diagnóstica”, traz uma série de charges retratando policiais militares de forma preconceituosa e depreciativa. Uma das imagens mostra um policial, retratado como um “porco”, empunhando uma arma.

Três questões da prova tentam associar a atividade policial, de forma genérica, com atos racistas ou insinuando que a violência é uma prática corriqueira dos agentes públicos de segurança.

A prova foi aplicada aos alunos do oitavo ano na última segunda-feira 31, mas só ganhou grande repercussão nas redes sociais a partir desta quarta-feira.

Por conta da crise gerada pelo exame aplicado aos alunos, o Colégio Marista de Natal emitiu nota esclarecendo que o objetivo era o de abordar com os alunos o “comportamento humano e convivência social nos dias atuais”.

Polícia civil publica nota de repúdio

“Os operadores da Segurança Pública não são inimigos da sociedade. Ao contrário disso, estão diariamente arriscando a vida para proteger nossas famílias e para impedir que crianças e adolescentes sejam alvo da criminalidade”, traz o documento publicado nesta quarta-feira 2.

Leia a nota do Sinpol

O SINPOL-RN, representante dos Policiais Civis e Servidores da Segurança, vem a público externar seu repúdio ao conteúdo de uma avaliação aplicada pelo colégio Marista em Natal, com claro direcionamento preconceituoso contra policiais.

A prova aplicada aos alunos do oitavo ano do ensino fundamental apresentou charges depreciativas, chegando a retratar um policial em forma de porco.

O SINPOL-RN lamenta que uma instituição de ensino, tradicional no Rio Grande do Norte, tenha adotado esse tipo de conteúdo que estimula o preconceito, quando, na verdade, uma escola deveria ter por premissa central a inclusão e o respeito a todo e qualquer profissional.

Os operadores da Segurança Pública não são inimigos da sociedade. Ao contrário disso, estão diariamente arriscando a vida para proteger nossas famílias e para impedir que crianças e adolescentes sejam alvo da criminalidade.

A Segurança Pública é parceira da Educação. Os policiais também são mães e pais e precisam ser representados com a dignidade e a honra que a profissão merece.

Leia da nota da Polícia Militar do RN

Nota à Imprensa e à Sociedade

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte tomou conhecimento, por meio de informações que circularam na imprensa, de uma atividade do Colégio Santo Antônio Marista, na qual a imagem do policial militar era distorcida da realidade da instituição.

Diante do caso, a PMRN entrou em contato com a direção do Colégio, que por sua vez, informou estar tomando as providências para investigar o ato isolado e reforçou que esse não é o pensamento do colégio.

A Polícia Militar reforça que está à disposição do Marista para apresentar como é realizado o trabalho do seu efetivo.

Nós Policiais Militares somos comprometidos com o Direito à vida e dignidade da pessoa humana.

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