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Polícia

Defesa de Daniel Vorcaro conclui proposta de delação a ser entregue à PF e PGR

Material deve tramitar sob sigilo e será avaliado por investigadores quanto à consistência e ineditismo
Redação
06/05/2026 | 11:13

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, concluiu os ajustes finais da proposta de delação premiada que deve ser entregue ainda nesta semana à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a reportagem, os advogados informaram aos investigadores que o escopo do acordo foi definido e considerado satisfatório.

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master - Foto: reprodução

A proposta será apresentada sob sigilo e inclui os chamados anexos da delação, com relatos sobre fatos, indicação de pessoas envolvidas e possíveis meios de prova.

Após a entrega, a PF e a PGR devem avaliar a consistência e o ineditismo das informações.

Os órgãos poderão aceitar, rejeitar ou solicitar complementações ao material.

De acordo com a apuração, os investigadores já indicaram à defesa que a colaboração precisa trazer novos elementos além dos dados obtidos em celular apreendido.

O material deverá incluir fatos inéditos e complementar provas já reunidas.

Há expectativa de que o banqueiro apresente esclarecimentos sobre relações com políticos e integrantes do Judiciário.

O acordo pode incluir a colaboração do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado como operador financeiro de pagamentos ilícitos.

Segundo a reportagem, Zettel trocou de equipe de defesa para avançar nas negociações.

A defesa também pretende solicitar proteção para familiares citados nas investigações, entre eles o pai, Henrique Vorcaro, e a irmã, Natália.

Vorcaro foi preso pela segunda vez em 4 de março e, em 19 de março, assinou termo de confidencialidade para iniciar as negociações da delação.

Desde então, passou a receber visitas da equipe jurídica para elaboração do documento.

A investigação também envolve outro possível colaborador, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, preso em abril e que manifestou interesse em firmar acordo.