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Eleições

Decisão do TSE impede aliança de Rafael Motta com Fátima Bezerra

Deputado federal é pré-candidato ao Senado; para a Corte, partidos que formam coligação para disputar o posto de governador devem lançar candidato único ao Senado
Agora RN
22/06/2022 | 10:35

O deputado federal Rafael Motta (PSB) não pode participar da aliança com o PT para reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT) se quiser manter a pré-candidatura ao Senado Federal. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira 21 que partidos coligados ao cargo de governador devem respeitar a mesma coligação na disputa ao Senado.

Ao Agora RN, o advogado especialista em Direito Eleitoral Erick Pereira afirmou que os partidos integrantes da chapa majoritária decidem quem serão os candidatos. “Quando se forma a chapa majoritária, os partidos integrantes decidem as candidaturas. Se for mantida a maioria para a candidatura de Carlos Eduardo, a única hipótese para Rafael Motta manter a candidatura ao Senado é não coligar na chapa que terá a candidatura de Fátima Bezerra. Então ele sai de forma isolada, com tempo de TV só dele, e lança a candidatura. Isso é o que foi decidido, ou seja, foi mantido o entendimento ao longo dos últimos anos do TSE. Ricardo Levandoski tinha modificado, mas ele foi vencido”, pontuou.

Decisão do TSE impede aliança de Rafael Motta com Fátima Bezerra
Deputado federal Rafael Motta. Foto: José Aldenir

A Corte analisou uma consulta feita pelo deputado federal Delegado Waldir (União Brasil). Ele perguntou se partidos que formam uma coligação para disputar o posto de governador são obrigados a lançar um único candidato ao Senado. O relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, disse que não, abrindo a possibilidade de candidaturas diversas ao Senado por integrantes de uma mesma coligação. O magistrado, no entanto, ficou vencido, por 4 votos a 3.

À reportagem, a assessoria de comunicação de Rafael Motta informou que o PSB não integra a federação com o PT no Rio Grande do Norte. Em nível nacional, Geraldo Alckmin (PSB) é o pré-candidato a vice-presidente na chapa de Lula. “A nossa pré-candidatura ao Senado segue firme, baseada no princípio da autonomia partidária. Todos os partidos políticos têm direito a lançar candidatos pros cargos em disputa. Vamos ampliar o diálogo e as andanças nos próximos dias, pra que mais pessoas conheçam o nosso projeto”, respondeu Rafael Motta nas redes sociais.

Em nível nacional, o PT, PV e PCdoB se uniram e formaram a federação Brasil da Esperança, que deve ser seguida por estados e municípios até os próximos quatro anos. No RN, para as eleições de outubro, esta federação se aliou ao MDB e ao PDT. Walter Alves, do MDB, é pré-candidato ao cargo de vice-governador ao lado de Fátima. Já Carlos Eduardo foi escolhido para ser pré-candidato ao Senado.

O entendimento do TSE vai impor uma escolha à governadora Fátima, já que o PSB e o PDT possuem pré-candidatos ao Senado. O PT já deliberou pelo apoio a Carlos Eduardo em encontro tático realizado recentemente. Caso a chapa de Fátima mantenha o apoio a Carlos Eduardo, Rafael Motta será candidato de forma isolada pelo PSB. Caso a governadora decida apoiar Rafael Motta, Carlos Eduardo será candidato de forma isolada pelo PDT.

No último dia 16, Lula esteve em Natal para evento ao lado de aliados. No ato, a chefe do Executivo estadual defendeu a aliança com o MDB e o PDT para as eleições deste ano. “Depois de todo o esforço, íamos entregar esse estado para aqueles que o destruíram? Não. Por isso, com esse senso de responsabilidade política, inspirados em Lula, estamos fazendo um movimento mais amplo. Trouxemos sim o MDB com o deputado Walter Alves para ser vice. Trouxemos o ex-prefeito do PDT para ser candidato ao Senado. É assim que se faz política, para que a gente possa avançar, para melhorar a vida do povo, primeiro precisamos ganhar eleição, para tirar o Brasil das garras do fascismo. O PT, com maturidade, aprovou essa aliança”.

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