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Filiação

Condenado por violência doméstica, Dado Dolabella é anunciado pré-candidato a deputado federal no Rio

Ex-prefeito de Duque de Caxias publicou anúncio nas redes sociais e afirmou que ator “vai arrebentar a boca do balão”
Redação
04/03/2026 | 15:53

Condenado por violência doméstica, o ator Dado Dolabella oficializou, nesta terça-feira 3, sua filiação ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Dolabella informou que é pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que encara a entrada na política como uma missão e declarou que pretende lutar para “trazer de volta o equilíbrio para a família, para as crianças, para as mulheres e para os homens”, além de combater o que classificou como “coisas erradas”.

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Filiação foi divulgada por Washington Reis em vídeo publicado no Instagram - Foto: Reprodução

O anúncio foi celebrado por integrantes do diretório estadual do MDB e gerou reação nas redes sociais. Internautas relembraram o histórico judicial do ator, marcado por acusações e condenações por agressão contra mulheres.

Entre os episódios citados está a condenação por agressão contra a atriz Luana Piovani em 2008. Na ocasião, Dolabella foi acusado de agressão física durante o relacionamento. O caso resultou em condenação judicial e também envolveu a agressão à camareira Esmeralda de Souza Honório, que tentou intervir na briga. Anos depois, o ator quitou indenização relacionada ao processo.

Em 2010, a então esposa Viviane Sarahyba obteve medida protetiva após denunciar agressões. Recentemente, Dolabella foi condenado em segunda instância por agressão a uma ex-namorada, em decisão que determinou pena em regime aberto e participação em grupo reflexivo sobre violência doméstica.

Em 2023, o nome do ator voltou ao noticiário por conta do relacionamento com a cantora Wanessa Camargo. Não houve registro de denúncia formal de agressão física por parte dela, mas o casal esteve envolvido em episódios públicos, incluindo uma confusão em um bar no Rio de Janeiro com o cantor Luan Pereira. Após especulações nas redes sociais, Wanessa afirmou que não havia sido agredida e que a situação foi distorcida.

Pelas redes, Dolabella declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alinhando-se a pautas conservadoras e reforçando discurso voltado à defesa da família. O posicionamento político e o histórico de condenações ampliaram o debate nas redes. Luana Piovani reagiu publicamente ao anúncio da pré-candidatura. Em suas redes sociais, questionou como alguém com condenações por violência doméstica pode disputar um cargo eletivo e criticou o discurso de defesa das mulheres adotado por Dolabella.

De acordo com a legislação brasileira, pessoas condenadas podem se candidatar em determinadas condições, desde que não estejam enquadradas nos critérios de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa, como em casos de crimes contra a administração pública ou corrupção. No caso de Dolabella, até o momento, não há dispositivo legal que o impeça de disputar o cargo.