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Saúde
Cremern defende ivermectina no combate da Covid-19 em Natal
Conselho Regional de Medicina defende a possibilidade de o médico optar pelo uso da invermectina para o tratamento de pacientes acometidos pela infecção do novo coronavírus, mesmo “com riscos previsíveis e contornáveis”; utilização do fármaco é alvo críticas no Brasil
Redação
06/07/2020 | 00:18

Em documento publicado em 18 de maio, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern) dispôs uma proposta de atendimento médico para os pacientes acometidos pela Covid-19. Neste documento, uma das medicações a serem utilizadas é a ivermectina. Segundo o conselho, foi em base neste documento que a Prefeitura de Natal decidiu a distribuição de 1 milhão de comprimidos do medicamento em unidades básicas do município e no Centro de Profilaxia.

Inicialmente, Cremern considera a situação atual da pandemia da Covid-19 e de que a automedicação é desaconselhável e prejudicial a saúde. Na proposta, são trazidos dados de um estudo internacional, de 169 hospitais localizados em três continentes, sobre pacientes com Covid-19. “Outras alternativas terapêuticas têm sido estudadas, entre elas destaca-se a ivermectina”, diz. Nele é mostrado que a mortalidade global teve uma diminuição entre os grupos de pessoas que utilizaram a ivermectina como tratamento, com 1,4% de mortalidade. Já os que não utilizaram, tiveram uma porcentagem de 8,5. A mortalidade em pacientes que estavam submetidos à ventilação mecânica com o uso da ivermectina foi de 7,3% e os que não utilizaram o medicamento, 21,3%.

“Diante da emergência de saúde pública que estamos vivenciando, com ameaça de colapso da assistência de saúde em níveis secundário e terciário, e valorizando a experiência clínica exitosa de outros centros que adotaram a atenção precoce aos acometidos pela Covid-19, este Conselho defende a possibilidade do médico optar por intervenções consagradas de acolhimento e terapêutica, seguras, com riscos previsíveis e contornáveis, com o intuito de salvar vidas”, diz a Cremern no documento.

No entanto, outras entidades médicas criticam o uso do medicamento, como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, que publicou, em 29 de junho, um posicionamento sobre tratamento e profilaxia de coronavírus.

“Não existem evidências científicas de que quaisquer das medicações disponíveis no Brasil, tais como ivermectina, cloroquina ou hidroxicloroquina, isoladas ou associadamente, colaborem para melhor evolução clínica dos casos”, afirmou a entidade.

Distribuição de ivermectina

O prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB) anunciou na semana passada a proposta de distribuir a ivermectina no centro de profilaxia, localizado no ginásio Nélio Dias. “Vamos iniciar um trabalho de distribuição em massa da ivermectina, com todo o acompanhamento médico necessário”, explicou ele, em publicação no Twitter.

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Saúde, George Antunes, serão adquiridos 1 milhão de comprimidos de ivermectina.

O fármaco será distribuído no centro de tratamento do ginásio Nélio Dias e nas unidades básicas de saúde. A distribuição, ainda de acordo com o município, será feita mediante prescrição médica.

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