O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou neste domingo 9 a construção da Avenida da Liberdade, em Belém (PA), e classificou a obra como um “grande escândalo”. A declaração foi publicada em sua rede social, Truth Social.
“Eles devastaram completamente a Floresta Amazônica no Brasil para construir uma rodovia de quatro faixas para ambientalistas circularem. Virou um grande escândalo!”, escreveu Trump.

No post, ele citou uma reportagem da Fox News que afirma que 100 mil árvores foram derrubadas para a construção da estrada, de cerca de 13 quilômetros. O projeto foi anunciado em 2020 e ganhou ritmo após a confirmação de Belém como sede da COP30.
A avenida, que corta áreas de floresta e comunidades locais, tem como objetivo facilitar o tráfego para a capital paraense, sobretudo durante a conferência climática. Em março, a BBC noticiou que a obra ameaçava o meio ambiente e comunidades próximas.
O governo do Pará informou, em nota enviada à época à BBC, que “as comunidades estão sendo beneficiadas com infraestrutura e serviços” após a construção da avenida.
“A avenida de cerca de 13 km é uma importante obra de mobilidade para a Região Metropolitana de Belém, vai beneficiar mais de 2 milhões de pessoas e foi licitada antes mesmo de Belém ser definida como sede da conferência. Esse projeto não faz parte do pacote de investimentos para a COP, que contempla cerca de 30 obras estruturantes desenvolvidas pelo governo do Estado”, declarou o governo estadual.
A Secretaria Extraordinária para a COP30, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, também afirmou em março que a obra não é de “responsabilidade do governo federal ou faz parte das 33 obras de infraestrutura previstas para a realização da COP30”.
“Salientamos que o título da notícia, em inglês e em português, desinforma o leitor, à medida que induz, de forma equivocada, a relação entre a obra e as ações do governo federal para a preparação da Conferência e que ficarão de legado à população da cidade”, informou a Secretaria.
A crítica de Trump se soma a outras declarações feitas por integrantes do governo americano. No sábado 8, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, classificou a COP30 como “uma conferência prejudicial e equivocada”. Em entrevista à Associated Press, ele afirmou que o evento “é essencialmente uma farsa” e “não é uma organização honesta buscando melhorar a vida humana”.
A Casa Branca confirmou que os Estados Unidos não enviarão representantes de alto escalão à conferência. Segundo comunicado, o presidente “não colocará em risco a segurança econômica e nacional do país para perseguir metas climáticas vagas”.