É plantando que se colhe. Com esse espírito comum aos empreendedores, o Feirão Imobiliário da Caio Fernandes, que acontece no Natal Shopping, tem servido para as construtoras participantes avaliarem a temperatura de um setor em plena retomada.
Um bom exemplo disso é a Constel, com 30 anos de mercado, que espera colher nos próximos meses os frutos plantados durante o Feirão, inclusive, para o planejamento estratégico da empresa em 2022.

Para Francisco Ramos, diretor executivo da construtora, a pandemia foi uma apenas mais uma etapa dura de um longo processo que atinge a economia brasileira desde 2015, paralisando os lançamentos e criando uma demanda reprimida que precisará ser atendida pelas empresas.
“Se a crise na economia derrubou o estoque de unidades novas em Natal, tirando opção dos consumidores, a pandemia trouxe dificuldades junto a fornecedores, como de aço e cerâmica, que pedem mais prazo para entregar seus produtos nos canteiros de obra”, afirma Francisco Ramos.
Mesmo assim, desafiando os problemas, a Constel já ingressou na quarta e última etapa do Green Life Mor Gouveia, empreendimento iniciado em 2013 e que já entregou 620 unidades, com só 15 ainda fechados à espera de compradores a preços especiais de mercado.
A última torre, com 80 unidades, começa a ser erguido nos mesmos padrões de qualidade que consagraram à Constel entre as mais importantes construtoras do Nordeste.
Para Francisco Ramos, é só uma questão de tempo para que o mercado consumidor comece a pressionar os produtores a oferecerem respostas às suas demandas.
Afinal, com a pós-pandemia, os estados e municípios receberam muitos recursos do governo federal e conseguiram levantar suas finanças, ele constata.
“Dos atrasos salariais do funcionalismo público em 2018, hoje esse setor, que responde por 1/3 da economia potiguar, deve contribuir muito com a entrada de dinheiro novo no mercado, auxiliando não só na retomada imobiliária, mas de serviços, comércio e turismo”, afirma o executivo.
Ele acredita que a própria inflação de dois dígitos que se impõe na economia agora pode ter como um dos motivos o dinheiro público excessivo que passou a circular pela economia, propiciando um fôlego a estados e municípios endividados.
“Toda a crise enseja embutida nela as soluções e como imóveis são investimentos sólidos, continuaremos num processo de retomada para atender as demandas presentes e futuras”, acrescenta.
Segundo Ramos, o único entrave ainda são as dificuldades das empresas e consumidores de acessarem crédito. “E o Feirão imobiliário é um desses momentos que aproxima quem produz e quem compra, aperfeiçoando o diálogo”, lembra.
Depois que Natal finalmente tiver seu novo Plano Diretor, o empresário acredita que os empreendimentos surgirão num ritmo maior e proporcional à velocidade de vendas das unidades.
“É algo da maior importância a revisão do Plano Diretor na medida em que irá beneficiar a comunidade como um todo, criando novos postos de trabalho e injetando recursos valiosos na economia”, avalia.
A novidade é que a Constel já agregou terrenos novos ao seu land bank e aguarda só o Plano Diretor para realizar seus próximos lançamentos a partir do ano que vem. “O importante é que confiança não nos falta”, garante Francisco Ramos.