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Ação

Com aumento de furtos de fios, rede elétrica no RN começa a ser marcada com tinta inteligente

Medida começou a ser adotada em municípios com alto número de ocorrências como Mossoró, Tibau, Grossos, Areia Branca, Porto do Mangue, Macau e Guamaré
Redação
22/05/2025 | 14:29

Diante do aumento dos furtos de cabos de cobre no Rio Grande do Norte, a distribuidora Neoenergia Cosern iniciou a marcação de sua rede elétrica com uma tinta inteligente que promete dificultar a revenda do material roubado. A substância, que contém micropartículas com nanotecnologia, torna o cobre rastreável mesmo após ser triturado ou derretido.

A medida começou a ser adotada em municípios com alto número de ocorrências como Mossoró, Tibau, Grossos, Areia Branca, Porto do Mangue, Macau e Guamaré. De janeiro a abril de 2025, os furtos de cabos deixaram 110 mil potiguares sem energia – aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O impacto atinge desde residências até hospitais, escolas e parques eólicos, com interrupções que duram, em média, nove horas.

rede eletrica jose aldenir
Empresa também está substituindo cabos de cobre por alumínio em trechos considerados críticos. Foto: José Aldenir / Agora RN

Segundo dados da distribuidora, somente em 2024 foram registradas 1.678 ocorrências do tipo, resultando na perda de 49 toneladas de cabos de cobre e deixando mais de 500 mil pessoas sem energia no estado. O prejuízo acumulado com a reposição de redes e postes danificados já ultrapassa os R$ 24 milhões.

Para reduzir o interesse dos criminosos, a empresa também está substituindo cabos de cobre por alumínio em trechos considerados críticos. Entre setembro e dezembro de 2024, a linha de alta tensão entre Areia Branca e Mossoró teve todo o cobre trocado, após quatro ataques sucessivos. Atualmente, os trabalhos seguem na linha entre Macau e Guamaré, onde 60% dos 27 quilômetros já passaram pela troca. O custo total para substituir os cabos nas quatro linhas mais atingidas é estimado em R$ 30,7 milhões.

Além das ações da empresa, o Governo do Estado publicou em setembro de 2024 um decreto exigindo o cadastro de empresas que compram ou vendem materiais como cobre, alumínio, baterias e transformadores. O objetivo é dificultar o escoamento de materiais furtados e reforçar a rastreabilidade nas operações de reciclagem.

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