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Com aliado na mira do STF, Bolsonaro se reúne com Lira no Palácio da Alvorada
Lira teme que a polêmica envolvendo Silveira atrase a análise de temas econômicos em discussão na Casa. Ele também telefonou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para tratar do assunto
Estadão
18/02/2021 | 11:52

Dois dias depois de o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) ser preso, o presidente Jair Bolsonaro recebeu o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), no Palácio da Alvorada na manhã desta quinta-feira, 18. A expectativa é de que os deputados votem se mantém ou retiram Silveira da cadeia.

Segundo o Estadão/Broadcast Político apurou, Lira teme que a polêmica envolvendo Silveira atrase a análise de temas econômicos em discussão na Casa. Ele também telefonou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para tratar do assunto.

Silveira foi preso na noite de terça-feira, 16, após publicar vídeo contendo apologia ao Ato Institucional 5 (AI-5), o mais violento ato da ditadura militar, e discurso de ódio contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem de prisão foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, mas confirmada ontem por unanimidade pelo plenário da Corte.

Como revelou o Estadão, ainda na terça-feira, enquanto o vídeo de 19 minutos do parlamentar alcançava grande audiência nas redes sociais e repercutia entre integrantes do Poder Judiciário, Lira telefonou para o presidente Jair Bolsonaro, de quem Silveira é aliado. Buscava uma avaliação do chefe do Planalto sobre o conteúdo publicado. Um parlamentar que acompanhou o diálogo contou ao Estadão que Bolsonaro, um ávido usuário das redes sociais, se limitou a responder que não sabia de gravação alguma e encerrou a conversa.

Bolsonaro tem evitado manifestações públicas em defesa do aliado. Ao deixar o Alvorada após a reunião com Lira, não tocou no assunto ao falar com apoiadores. Limitou-se a posar para fotografias por cerca de cinco minutos.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho “Zero Três” do presidente, foi o único da família a sair em defesa de Silveira no Twitter. “Dentre outros fatores, amanhã votarei pela libertação”, escreveu ontem. Ele justificou a decisão “em nome das garantias da imunidade parlamentar, liberdade de expressão, devido processo legal, ampla defesa e contraditório”.

A votação unânime no Supremo e a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, forçaram deputados aliados ao governo a rever a estratégia para tentar livrar Silveira da cadeia. Após o placar, a avaliação entre líderes partidários é que a Câmara não tem mais como votar de forma a contrariar uma decisão que agora é de onze ministros.

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