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Política

Cláudio Castro anuncia renúncia ao governo do Rio de Janeiro para disputar ao Senado

Decisão foi anunciada um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral
Redação
23/03/2026 | 19:20

O governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) anunciou nesta segunda-feira 23 que renuncia ao cargo para disputar ao Senado. A decisão foi anunciada um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderia levar à cassação de seu mandato e à declaração de inelegibilidade.

No discurso de despedida, Castro afirmou que deixa o cargo para disputar o Senado. “Como todos sabem, saio para ser pré-candidato ao Senado”.

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Cláudio Castro anuncia renúncia ao governo do RJ - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A cerimônia de encerramento do mandato ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, na noite desta segunda-feira. Durante o evento, Castro apresentou ações de sua gestão e confirmou a saída do cargo.

A renúncia acontece em meio a um processo na Justiça Eleitoral e abre caminho para a realização de eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que escolherá um novo governador para cumprir mandato até o fim de 2026.

Ele também comentou sobre o momento político e sua avaliação pessoal. “Eu saio com a cabeça completamente erguida. Saio com a minha maior aprovaçã, saio, segundo as pesquisas de opinião, liderando todas as pesquisas para o Senado. Mas, acima de tudo, saio extremamente grato a Deus”.

Ao longo da fala, o ex-governador citou ações de sua gestão na segurança pública. “Temos desafios? Temos, é claro. Nós não resolvemos tudo. Mas consegui ser, em 2022, alguém que saiu de um desconhecimento quase de 90% para uma das maiores votações, senão a maior, com quase 5 bilhões de votos e quase 60% dos votos válidos do Rio de Janeiro. Saio feliz”.

Ele também comentou sua trajetória no cargo. “Eu tive um antecessor que não valorizou a cadeira de governador que desde o primeiro dia pensava em ser presidente vivi intensamente esses seis anos com orgulho de ser governador. Com a certeza que essa cadeira foi o ápice, foi o topo da minha carreira. Poder liderar o meu Estado pelos seis últimos anos foi o maior orgulho que eu pude ter na minha vida”.

Eleição indireta

Com a saída de Castro, o estado entra em situação de dupla vacância, já que não há vice-governador no momento. O cargo está vago desde que Thiago Pampolha deixou a função para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Nesse cenário, assume interinamente o governo o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto. Ele terá até 48 horas para convocar a eleição indireta.

A escolha do novo governador será feita pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em votação indireta que deve ocorrer em até 30 dias após a vacância. O pleito definirá uma chapa com governador e vice para cumprir o mandato até 2026.

Podem concorrer brasileiros com mais de 30 anos, domicílio no estado e filiação partidária. As chapas deverão ser registradas em até cinco dias após a convocação.

A votação ocorrerá em sessão extraordinária da Alerj e, após decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, a tendência é que o voto seja secreto.

A decisão foi tomada pelo ministro Luiz Fux, que suspendeu trechos da lei estadual que regulamenta a eleição indireta. Entre as mudanças, está a substituição do voto nominal aberto pelo voto secreto e a alteração do prazo de desincompatibilização, que passa a ser de 180 dias.