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Caso Master

Cláudio Castro desiste de disputar o Senado no Rio após operação da PF

Nesta semana, Castro foi alvo de uma operação que apura aportes bilionários do Rioprevidência em fundos ligados ao Master
Redação
29/05/2026 | 05:24

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) anunciou a retirada de sua pré-candidatura ao Senado em meio ao avanço das investigações da Polícia Federal sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Nesta semana, Castro foi alvo de uma operação que apura aportes bilionários do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master sob suspeita de irregularidades.

Com a saída de Castro, o PL estuda alternativas para a disputa do Senado. Hoje, o favorito é o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante. O senador Carlos Portinho também tenta herdar a vaga.

Cláudio Castro desiste de disputar o Senado no Rio após operação da PF - Foto: Agência Brasil
Cláudio Castro desiste de disputar o Senado no Rio após operação da PF - Foto: Agência Brasil

Em vídeo publicado nas redes sociais, Castro afirmou que tomou “a decisão mais difícil” de sua trajetória política para se dedicar integralmente à defesa. “Eu resolvi retirar a minha candidatura ao Senado Federal para focar completamente na minha defesa”, declarou. Segundo ele, o momento exige prioridade total às respostas técnicas e jurídicas nos processos em andamento.

O ex-governador afirmou ainda que tem sido alvo de “narrativas” e “meias-verdades” que tentariam “criminalizar atos que eram corretos”. Disse também que analisou os procedimentos junto aos advogados e afirmou não ter dúvidas de que “a verdade será esclarecida”, embora reconheça que isso “precisa de tempo”.

A investigação da PF ganhou força após a análise de mensagens trocadas entre Castro e Vorcaro. O conteúdo extraído do celular do banqueiro revelou encontros frequentes entre os dois em datas próximas aos aportes feitos pelo Rioprevidência em fundos ligados ao Master, que somaram cerca de R$ 3 bilhões. Segundo a PF, foram ao menos oito encontros entre maio de 2023 e maio de 2024, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Nova York. Os investigadores apontaram a existência de “laços de amizade” e de um “vínculo pessoal estreito” entre ambos.O avanço das investigações agravou a situação política de Castro, que já havia sido alvo de outra operação da PF neste mês, no âmbito da Operação Sem Refino, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. A apuração investiga suspeitas de fraude no setor de combustíveis e também teve como alvo o empresário Ricardo Magro, controlador do grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos.

Castro deixou o governo do Rio em março deste ano, pouco antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisava acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Mesmo após a renúncia, a Corte concluiu o julgamento e declarou sua inelegibilidade. Ainda assim, ele mantinha publicamente o projeto de disputar uma vaga no Senado, estratégia que perdeu força diante das novas revelações da PF e do aumento do desgaste político provocado pelos inquéritos.