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Cultura
Cinco curtas-metragens do projeto Destino Coletivo serão lançado neste domingo
Grupo formado em 2015 começou com cerca de 100 pessoas e passou por muitos desafios até concluira primeira missão
Eliade Pimentel | Repórter de Cultura
28/05/2022 | 10:25

Ator e produtor cultural com (bem) mais de 20 anos de carreira, Marcílio Amorim foi desafiado muitas vezes a desenvolver projetos audaciosos, bem como também propôs muitos desafios aos colegas e colegas do meio artístico. Artista multifacetado, tanto ele atua como busca formas de realizar o sonho das pessoas. E, nos bastidores de uma oficina organizada por sua empresa Agente Trama, surgiu o grupo Destino Coletivo, responsável por lançar neste domingo 29, a partir das 16h, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal (RN), cinco curta-metragens resultantes desse processo que iniciou em 2015.

A “avant-premiere” – primeira exibição dos cinco filmes do Destino Coletivo – é aberta ao público. Os ingressos serão liberados uma (01) hora antes do evento. Serão exibidos os títulos “A Cena Roubada”, “Ensaio de Roteiro”, “A Vigília”, “Torpor” e “A Caixa de Lázaro”. Quando surgiu, o projeto experimental teve como objetivo principal a realização de filmes que pudessem projetar os nomes dos profissionais do audiovisual potiguar no mercado nacional. Um projeto ousado, e que sem nenhum recurso inicial, conseguiu reunir mais de 100 pessoas, que juntas produziram esses cinco curtas-metragens.

Mas, fica uma pergunta no ar: por que tanto tempo, sete anos para finalização desse projeto? “O projeto envolve mais de 100 pessoas, então isso tudo contribuiu pra esticar o prazo. A gente começou com a ideia de fazer uma coisa bem despretensiosa, que seria fazer cinco curtas para apresentarmos aos diretores e produtores da Rede Globo. Só que, a partir do momento em que as equipes foram formadas, as histórias dominaram, cresceram e acabaram fazendo com que a gente demorasse mais tempo”, explicou Marcílio.

A captação de recursos também contribuiu para que o projeto caminhasse em passos lentos. “O grupo produzia um curta, arranjava dinheiro, produzia outro curta, parava para arranjar mais dinheiro. Não tivemos nenhum grande subsídio de patrocínio único, e sim várias ajudas ao longo do processo, então tudo isso contribuiu pra demorar tanto”, argumentou o ator que integra o elenco do filme “A Vigília”.

Para viabilizar a produção de cada curta-metragem, o grupo fez festa para arrecadar dinheiro, montou banquinha em festival de cinema, foi a campo para conseguir patrocínios, além dos diversos apoios e do financiamento coletivo com ajuda de um público bem considerável. “Hoje, sete anos depois dos seus primeiros passos, temos o orgulho de informar que nós conseguimos!”, comemora Tereza Duarte, diretora do curta “A Caixa de Lázaro” e integrante do projeto.

OFICINA. A ideia do Destino Coletivo nasceu a partir de uma oficina que Marcílio Amorim produziu em Natal (RN) com a preparadora de elenco Fátima Toledo. “Formei duas turmas com 30 pessoas cada, não só de atores, mas também com diretores e produtores. E passamos uma semana vivendo o método que é muito bom, foi uma experiência muito rica. A gente terminou o curso querendo prolongar esse processo, querendo fazer cinema. Sorteamos cinco grupos (a parte dos diretores), os diretores foram sorteando os atores, e tudo foi por meio do sorteio. Quem está em cada curta foi sorteado para estar naquele curta. Foi tudo parecido com um jogo, o que foi muito interessante de participar. O resultado está incrível e eu acho que todo mundo vai gostar”, resumiu Marcílio.

O projeto conta com patrocínio da Caern, Prefeitura de Natal e UnP; apoio: Mangue Filmes, Sebrae e Setbox. A realização é assinada por Caboré Audiovisual, Bobox Produções e Prisma Filmes.

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