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Chuvas em MG

Chuvas deixam 22 mortos em Minas Gerais; cidades decretam calamidade pública

Cidade Ubá registrou 170mm de chuva em três horas
Redação
24/02/2026 | 11:27

As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais deixaram, até o momento, 22 pessoas mortas, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Em Juiz de Fora, foram constatadas 16 mortes em ocorrências ocasionadas pelos temporais. Em Ubá, seis pessoas morreram. Ambas as cidades registram desaparecidos e desabrigados após a situação de calamidade. A quantidade de vítimas ainda está sendo apurada pelas autoridades.

Ubá

Ubá, na Zona da Mata mineira, registrou seis mortes após as chuvas entre segunda-feira 23 e terça-feira 24. Os temporais provocaram acionamentos emergenciais por desabamentos, enxurradas e enchentes.

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Temporais provocaram mortes, desabamentos, enchentes e deixaram desabrigados em cidades mineiras - Foto: Bombeiros MG/Divulgação

De acordo com a Defesa Civil de Ubá, o município acumulou 170mm de chuva em três horas, gerando a maior inundação dos últimos anos. Após atingir 7,82 metros, o Rio Ubá transbordou e causou alagamentos e inundações em extensas áreas urbanas.

Um Plano de Contingência foi instaurado, e uma Sala de Crise está em atuação na sede da Guarda Civil Municipal de Minas Gerais. Elaborado e assinado pelo prefeito José Damato Neto, o Decreto de Calamidade Pública entrou em vigor nesta terça-feira 24, com o objetivo de acelerar medidas emergenciais, fortalecer a coordenação interinstitucional e viabilizar solicitações de apoio em níveis estadual e federal.

Segundo a prefeitura, foi instalado um ponto de coleta e atendimento na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, no antigo Fórum Cultural, na Praça São Januário, para fornecer suporte às famílias desabrigadas.

Juiz de Fora

Em Juiz de Fora, também foi decretado estado de calamidade pública após ocorrências provocadas pelos temporais, que resultaram na morte de 16 pessoas. As aulas das redes municipais de ensino foram suspensas visando a segurança da comunidade escolar.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, a corporação segue atuando na operação de buscas aos desaparecidos, além da contenção e suporte no cenário afetado. A cidade registrou 20 soterramentos, cerca de 440 desabrigados e diversos bairros ficaram “ilhados”.