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Chevrolet Impala: uma história marcada pelo sucesso entre 1958 e 1969

De 1958 a 1969 a Chevrolet consolidou o nome Impala como sucesso da indústria automobilística norte-americana. Nascido nos anos dourados atravessa décadas sempre com inovações.
Por Redação
01/03/2018 | 19:30

Algumas vezes ouvimos dizer que a era dos Muscle Cars começou com a criação do Chevrolet Impala. Criado em 1958 como o modelo top da Chevrolet rapidamente o Impala virou no início dos anos 60 símbolo de desempenho ainda mais quando o nome vinha acrescido do “SS”.

O Impala veio para ser a opção TOP da Chevrolet, acima do então chamado e iconizado, Bel Air. A linha do 1958 havia sido transformada criando um aspecto mais esportivo e com mais curvas que seu predecessor. Os modelos Bel Air Impala possuiam acabamento especial, cromeados especiais e preço, obviamente mais alto. Desde o inÌcio a preocupação com a performance do modelo Impala era importante sendo que uma de suas opções era o motor V-8, de 348 polegadas cúbicas que fornecia 315 bhp. O público gostara da fórmula e assim a chevrolet passaria a no ano seguinte a tornar o Impala mais exclusivo ainda.

Chevrolet Impala: uma história marcada pelo sucesso entre 1958 e 1969 - Agora RN

Foram produzidos aproximadamente 43.000 modelos “Hard Top” e 17.000 conversíveis.

Em 1959 o Impala tornaria a ser um modelo exclusivo (não mais uma opção de Bel Air). O Impala 1959 era mais longo, mais baixo, mais largo e possuia um dos maiores “rabos de peixe” da época ao lado de seu primo mais requintado Cadillac. Apesar das enormes asas traseiras que formavam o “rabo de peixe” o que mais chamava atenção no carro era as lanternas traseiraas em forma de “olhos de gato”. A motorização manteria-se a mesma porém com a adição de alguns cavalos potências finais e sua opção mais interessante era o raro 283 V-8 com injeção de combustÌvel.

Em 1960 o arrojo do projeto havia sido diminuido sendo que o carro perdera alguns de seus simobolos de 1959 e seus motores com injeção de combustível.

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1961 Chevrolet Impala SS

1961 seria o ano de nascimento do primeiro verdadeiro Muscle Car, o Chevrolet Impala SS e seria a estreia do famoso motor V-8 de 409 polegadas cubicas. Este motor iniciou uma frenetica luta entre as três maiores montadoras atrás do maior número possível de cavalos debaixo do capô de seus carros. Esta luta iria durar até o início dos anos 70. O 409 foi uma resposta da Chevrolet ante ao 390 lançado pela Ford que os estava deixando para trás nas corridas. Apesar de ter “apenas” 360 bhp contra os 375 da Ford as 19 polegadas a mais causavam uma boa impressão nas estradas e criaram inúmeras histórias, e estórias. Quanto ao pacote SS que era opcional para a motorização 348 e standard, para os 409 consistia de uma roupagem diferente, direção hidráulica, freios assistidos, calotas especiais, console para câmbio “no chão” e tacômetro na barra de direção. O 409 saia de fabrica apenas com câmbio manual de 4 marchas, e carburador quádruplo, mas devido ao formato das câmaras de combustão era muito difÌcil aumentar sua performance (Compressão 11.25:1). Apesar de apenas 142 Impala SS 409 terem sido fabricados os seus donos eram aficcionados por corridas e por isso que a lenda do 409 se manteve.

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1963 Chevrolet Impala SS

Em 1963 o Impala SS continuaria a sua popularidade e aumentaria sua performance. Com o final dos Bel Air Coupe, os compradores mais uma vez voltariam aos Impalas SS Coupes e ConversÌveis. O 409 (teria agora uma versão amançada com câmbio automático (Powerglide) e para os entusiastas de plantão eram oferecidos 409 com tuchos mecânicos gerando 400 bhp na versão com um carburador quádruplo e 425 bhp com duplos. Não sendo o bastante, na metade de 1963 a Chavrolet lançaaria o Z-11, um motor de 427 polegadas cúbicas oficialmente anunciado como possuindo 430 bhp e que facilmente alcançava os 500 bhp quando preparado para corrida mas infelizmente somente era comercializado para clientes especialmente selecionados (RPO). Possuiam parachoques de alumÌnio, partes da carroceria em aluminio entre outros itens que reduziam o peso do carro. Apenas 11 destes Z-11 foram construídos, pois a fábrica resolvera abandonar o projeto que voltaria 3 anos mais tarde. Curiosidade, este motor era chamado de Motor Misterioso (“Mistery Motor”).

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1964 Chevrolet Impala SS

Em 1964 o Impala continuaria a ser um modelo exclusivo com acabamento diferenciado, porém agora somente era oferecido em duas opções: Sport Coupe ou ConverÌsivel. O SS era oferecido com a mesma motorização de 1963 inclusive o 409. Porém com o lançamento do Pontiac GTO os clientes começariam a migrar para a nova opção mais “compacta” com performance similar (e por menos dólares) que o Impala SS.

1965 Chevrolet Impala SS

Totalmente redesenhado o modelo 1965 era menos “quadrado” que o 64. Em Fevereiro o legendário 409 seria substituído pelo 390 Mark IV que seria utilizado pela marca até o final dos anos 60. Este novo V-8 era acoplado a uma nova transmissão automática, a Turbo Hydra-matic 350. O 390 era descendente direto do Mistery Engine e era disponível para toda a linha Chevrolet, desde os sedans até as station wagons, porém os SS continuavam a ser exclusivos. Em 1965 a Chevrolet ampliaria a linha com os Caprice, que era uma opção de Impala que vinha standard com V-8.

Motores: (L30) 327 V8 250 bhp ‡ 4400 rpm, 350 lb-ft ‡ 2800 rpm. (L74) 327 V8 300 bhp ‡ 5000 rpm, 360 lb-ft ‡ 3200 rpm. (L35) 396 V8 325 bhp ‡ 4800 rpm, 410 lb-ft ‡ 3200 rpm. (L78) 396 V8 425 bhp ‡ 6400 rpm, 415 lb-ft ‡ 4000 rpm. (L33) 409 V8 340 bhp ‡ 5000 rpm, 430 lb-ft ‡ 3200 rpm. (L31) 409 V8 400 bhp ‡ 5800 rpm, 425 lb-ft ‡@ 3600 rpm.

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1966 Chevrolet Impala SS

Em 1966 o Impala SS começou a perder seu brilho quando o Caprice roubou-lhe a reputação de TOP na linha Chevrolet pois tratava-se de um modelo de luxo enquanto que o SS tornara-se praticamente um pacote simplesmente visual. As seis laternas traseiras (três de cada lado) que era a marca registrada dos Impala sobre o resto da linha agora daria espço para laternas retangulares e a frente seria mais uma vez reestilizada. O conhecido 396 Mark IV ainda estava disponível e agora um novo 427 era lançado com potÍncia de 390 bhp enquanto que uma versão “high performance” era anunciada com 425 bhp, que utilizava tochos mecânicos, câmbio mecânico de quatro marchas (chamado de “rock crusher” ou algo como quebra-pedras). Contudo as vendas cairiam em 50%. Agora todos optava pelo Caprice ou por Muscle Cars de tamanho menor (midsize para os americanos).

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1967 Chevrolet Impala SS

A queda nas vendas dos Impalas SS continuava pois os compradores continuavam a migrar para os carros menores fazendo as diferenças entre os Impala e os modelos standard diminuir, somente uma faixa preta e um molde com a inscrição SS os difernciava. As opções de motores agora eram apenas duas, o 396 com 325bhp e um 427 com 385bhp. Algums opcionais de conveniência e segurança foram incorporados, como freios com cilindros mestre duplo; coluna de direção com absorção de impatco e interruptor de ignição, e iluminado por fibra Ûtica (!)

1968 Chevrolet Impala SS

Em 1968 o Impala SS seria novamente um opção de Impala, tendo sido vendidos apenas 38.000 num total de 710.000 Impalas fabricados. O SS estava disponível como ConversÌvel, Sport Coupe (ou Hard Top) e Custom Coupe. Os mesmos 396 e 427 de 1967 eram as opções de motorização.

Produção aproximada: Impala SS: 38.000; SS427: 1,800

Motores: (L30) 327 V8 275 bhp ‡ 4800 rpm, 355 lb-ft ‡ 4200 rpm. (L35) 396 V8 325 bhp ‡ 4800 rpm, 410 lb-ft ‡ 3200 rpm. (L36) 427 V8 390 bhp ‡ 5200 rpm, 460 lb-ft ‡ 3400 rpm. (L72) 427 V8 425 bhp ‡ 5600 rpm, 460 lb-ft ‡ 4000 rpm.

1969 Chevrolet Impala SS

Em virtude das baixas vendas a Chevrolet eliminou todas as versões de SS menos a com motor 427. Esta seria a última edição do Impala SS com apenas 2.455 unidades vendidas. Os Impalas continuariam, inclusive com os famosos 454 de 1970, porém somente como um carro “fullsize” de luxo e não mais o carro cuja fama remetia a performance.

 

 

Fonte: Carros antigos