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Justiça

Caso Epstein: documentos detalham morte do empresário em prisão de Nova York

Relatórios apontam falhas no sistema prisional e reafirmam conclusão de suicídio
Redação
05/02/2026 | 14:26

Arquivos divulgados em janeiro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxeram novos detalhes sobre a morte do empresário Jeffrey Epstein, condenado por abuso e tráfico sexual, encontrado morto em sua cela em agosto de 2019. Os documentos foram produzidos pelo Departamento Federal de Prisões (BOP) com base em relatos de funcionários do Centro Correcional Metropolitano de Nova York, onde Epstein estava detido.

Segundo os registros oficiais, Jeffrey Epstein foi encontrado morto às 6h33 da manhã do dia 10 de agosto de 2019. O sistema do centro de detenção indicava de forma incorreta que havia três detentos na mesma cela, embora o espaço fosse destinado à ocupação dupla e Epstein estivesse sozinho. O colega de cela havia sido transferido no dia anterior.

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Jeffrey Epstein foi encontrado morto em uma cela do Centro Correcional Metropolitano de Nova York em agosto de 2019 - Foto: U.S. Department of Justice

Após ser encontrado, o empresário foi socorrido e levado ao hospital. Os paramédicos tentaram reanimá-lo, sem sucesso. A morte foi declarada no pronto-socorro, e o BOP afirmou que o suicídio foi determinado como causa da morte.

A autópsia indicou a presença de lesões no pescoço, nos olhos e no ombro esquerdo. O laudo apontou marcas de ligadura no pescoço, hemorragia nos olhos, além de fraturas no pescoço e no ombro esquerdo. A família de Epstein contratou um patologista particular, que acompanhou o procedimento. As conclusões geraram questionamentos, já que as autoridades informaram que as fraturas poderiam, teoricamente, ser compatíveis tanto com enforcamento quanto com estrangulamento.

Relatórios posteriores do FBI afirmaram que os achados dos exames eram compatíveis com a conclusão de suicídio. Um órgão de fiscalização interno do Departamento de Justiça realizou uma investigação que durou anos e resultou em um relatório de quase 130 páginas, com a reconstituição dos acontecimentos na prisão de Manhattan no dia da morte de Epstein. O documento também aponta falhas do Departamento Federal de Prisões e conclui que não havia evidências que rebatessem a “ausência de crime” na morte do empresário.

O Departamento de Justiça divulgou ainda cerca de 10 horas de imagens de câmeras de segurança da prisão, que mostram que ninguém entrou na cela de Epstein no dia em que ele morreu.

No dia 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou públicos mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens relacionados à investigação sobre Jeffrey Epstein. A divulgação encerrou meses de debates entre a administração americana, juízes federais e parlamentares sobre a forma de liberação dos arquivos. O governo dos Estados Unidos informou que os documentos ainda podem sofrer alterações, incluindo a ocultação de dados pessoais das vítimas, materiais de abuso sexual e informações que possam comprometer investigações federais em andamento.