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Evento
Carnatal 2020 corre risco de não acontecer em função da pandemia do coronavírus
Marcado inicialmente para ocorrer entre os dias 3 e 6 de dezembro, evento aguarda a evolução da atual crise sanitária da Covid-19, bem como as restrições de isolamento social por parte do poder público, para definir o futuro da micareta potiguar
Redação
23/06/2020 | 05:00

O Carnatal completa 30 anos em 2020. Durante esses anos, o evento já sofreu algumas mudanças, mas nunca teve que enfrentar a incerteza sobre sua realização, como acontece neste ano em virtude da pandemia causada pela Covid-19.

Marcado inicialmente para acontecer entre os dias 3 e 6 de dezembro, em Natal, o maior carnaval fora de época do mundo pode ter a celebração de três décadas de existência sem festa, trio e foliões.

Para o diretor da Destaque – empresa responsável pela realização do evento – Roberto Bezerra, as constantes mudanças de comportamento que o mundo tem vivenciado nos últimos meses o impossibilita de afirmar sobre a viabilização da 30ª edição do Carnatal na data programada. “As atrações estão reservadas e possuímos o planejamento da festa, mas para que ela aconteça na primeira semana de dezembro seria necessário que as vendas começassem até setembro”, comenta.

Bezerra pontua que é necessário entender como o setor de eventos vai se adaptar em meios aos novos protocolos de convivência social, visto que a atual crise sanitária nunca foi vivenciada. O diretor detalha que para micareta entrar na avenida é preciso existir métodos eficazes de prevenção ao novo coronavírus que garantam a segurança do foliões, como a vacina.

Na última quinta-feira (18), a Organização Mundial da Saúde (OMS) falou, pela primeira vez, em possibilidade de vacina contra Covid-19 para este ano, mas não detalhou a data. A expectativa é que centenas de milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus possam ser produzidas ainda neste ano e outros 2 bilhões de doses até o fim de 2021, de acordo com a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan.

Por enquanto, o isolamento social segue como a método mais assertivo contra o contágio do vírus. Por isso, as aglomerações no corredor da folia podem ficar apenas para 2021 – talvez em dose dupla. “Estamos analisando os mais variados cenários. Como tudo muda rapidamente, não temos como ter uma afirmação. Mas recebemos a sugestão de realizar duas edições em 2021: uma em abril e outra, em dezembro, como de costume”, revela Bezerra.

Mas para análise e execução desta proposta, assim como de outras que possam surgir, a Destaque observará e utilizará o exemplo de grandes eventos, como de festas e jogos esportivos, para se adaptar ao pós-pandemia.

O primeiro Carnatal ocorreu no ano de 1991 e foi realizado no centro de Natal, com apenas 3 blocos, entre eles o Bloco Caju, animados por Netinho, Banda Mel e Banda Cheiro de Amor. No circuito, havia 12 camarotes e nenhuma arquibancada.

A festa cresceu e, devido a reivindicações de moradores do bairro, teve que ser transferida para o largo do estádio Machadão em 1994, onde foram montados 525 camarotes. Nesse ano já eram 14 blocos e mais de 50 mil foliões.

Desde 2014, o evento é realizado na Área Externa da Arena das Dunas, num formato indoor assim como o ano anterior.

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