“O Rio Grande do Norte precisa ter o seu porto”, afirmou o pré-candidato ao Senado Carlos Eduardo Alves (PDT), sobre o que considera essencial para alavancar o desenvolvimento econômico e industrial do Estado. Para ele, a instalação de um novo porto no litoral potiguar favorecerá o crescimento econômico, a geração de emprego e renda e tornará o RN mais atrativo para indústrias e os comércios nacional e internacional.
Ele afirmou que o projeto mais viável para o Estado é a abertura de um novo porto e revelou que já vem em processo de entendimento sobre o tema com a governadora Fátima Bezerra (PT). “Já conversei com a governadora sobre isso. Estamos juntos nesse projeto. Já há um estudo avançado para saber qual o local ideal do RN para instalar o porto. Se será Touros, Caiçara do Norte ou Porto do Mangue”, falou, em entrevista ao programa Potiguar Notícias.

Carlos Eduardo se mostrou animado com a possibilidade e disse que já consegue visualizar os benefícios que a estrutura portuária trará para o Estado. “O porto vai abrir as comportas do RN para o intercâmbio comercial com o Brasil e o mundo e aí, vamos trazer as indústrias, interiorizá-las, para que possamos ter uma realidade diferente do que temos hoje, de desemprego”, afirmou.
Os recentes resultados nas pesquisas de intenção de votos divulgadas no Estado também contribuem para aumentar, no pré-candidato, as expectativas para a criação do novo porto. “Eu acredito que, com esse investimento do porto, eu no Senado Federal, Fátima governadora e Lula presidente, vamos fazer uma parceria e vamos sim, concretizar essa obra tão indispensável ao desenvolvimento do RN”.
O ex-prefeito de Natal disse ainda que há muito tempo pensava nessa possibilidade, principalmente após os resultados positivos trazidos pelos portos de Pecém e Suape, no Ceará e Pernambuco, respectivamente.
“O Ceará deu um salto no seu progresso econômico, com geração de empregos, salários e divisas para seu Estado quando fez o Porto de Pecém e hoje, ele é a grande alavanca do desenvolvimento estadual. A indústria vai para lá, se instala, gera trabalhos, salários, impostos e vai tirar sua produção para o Brasil e o mundo através do porto. Aconteceu a mesma coisa com Pernambuco, quando fizeram e consolidaram Suape”, afirmou.
URNAS ELETRÔNICAS
Ao falar sobre o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas, alvos de constantes ataques por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, Carlos Eduardo ressaltou sua confiabilidade e referência internacional em segurança eleitoral. E classificou a tentativa de eliminar o uso do equipamento eletrônico nas votações como ir na “contramão da democracia e retorno ao voto de cabresto”.
“Desde 1996, as urnas eletrônicas têm sido uma das maiores conquistas da democracia brasileira. Até hoje, já passamos por várias e várias eleições e eu nunca vi nenhuma contestação. Pelo contrário, elas são referência para os países estrangeiros, muitos vêm buscar essa experiência do sistema brasileiro. Atacar as urnas eletrônicas é um pretexto para eliminar a democracia brasileira”, afirmou. l