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Resíduos sólidos

Campanha reforça coleta seletiva no País

“Separação e Destinação Adequada de Resíduos Sólidos” foi apresentada na última sexta-feira 29
Redação
05/06/2026 | 05:38

O governo federal lançou uma nova campanha nacional voltada à separação correta e à destinação adequada de resíduos sólidos, em uma iniciativa que busca ampliar os índices de reciclagem, reduzir o volume de rejeitos encaminhados aos aterros sanitários e fortalecer a atuação de cooperativas e associações de catadores em todo o País.

A campanha “Separação e Destinação Adequada de Resíduos Sólidos” foi apresentada na última sexta-feira 29, em Fortaleza, durante o encerramento do 2º Encontro Internacional de Centros de Educação e Cooperação Socioambiental (CECSAs), realizado na Universidade Federal do Ceará (UFC). A ação reúne o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Secretaria-Geral da Presidência da República, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e a Itaipu Binacional.

João Paulo Capobianco
Ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, diz que o Brasil evoluiu - Foto: Assessoria / MMA

A iniciativa é resultado de articulação desenvolvida no âmbito do Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (CIISC) e está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305, de 2010, e regulamentada pelo Decreto nº 10.936, de 2022.

O objetivo central é incentivar a população a realizar a separação dos resíduos ainda na fonte geradora, elevando a qualidade dos materiais encaminhados à reciclagem e aumentando a eficiência da triagem realizada pelas organizações de catadores. A expectativa do governo é que a medida contribua para reduzir perdas de materiais recicláveis e ampliar a renda dos trabalhadores do setor.

Durante o lançamento, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a campanha reforça a integração entre políticas ambientais e ações de inclusão social.

“A separação adequada dos resíduos na origem é o primeiro elo de uma cadeia que reconhece catadoras e catadores como agentes ambientais essenciais. Ao orientar a sociedade para o descarte consciente, estamos fortalecendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ampliando a inclusão socioeconômica das organizações de catadores e reduzindo a pressão sobre os aterros sanitários – uma agenda que articula proteção ambiental, justiça social e enfrentamento da emergência climática”, declarou.

A iniciativa também foi destacada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que associou a destinação correta dos resíduos à geração de renda e ao fortalecimento da economia circular.

“É um ato simples de cada cidadã e cidadão que tem forte impacto na vida de catadoras e catadores, agentes fundamentais da economia circular. A destinação correta de resíduos sólidos gera renda, reduz impactos ambientais e promove a sustentabilidade”, afirmou.

Representando o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Cícero de Souza destacou os impactos diretos da iniciativa sobre as condições de trabalho da categoria. Segundo ele, a mistura entre resíduos recicláveis e resíduos orgânicos continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelos trabalhadores da reciclagem.

“Hoje é o dia de lançamento de uma campanha importantíssima para a mudança de hábitos da sociedade. Essa campanha vai nos ajudar muito no nosso trabalho”, afirmou.

Dados do Módulo Catadores do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), com ano-base de 2025, mostram a dimensão do setor no país. Atualmente, 897 organizações estão cadastradas na plataforma oficial do governo federal, reunindo 25.456 catadoras e catadores. Desse total, 47,13% são mulheres, o equivalente a 11.998 trabalhadoras.