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Economia

Caixa tem lucro recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões em 2025, alta de 10,4%

Lucro líquido contábil somou R$ 16,1 bilhões, crescimento de 18,7% na mesma base de comparação
Redação
06/03/2026 | 07:23

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões em 2025, avanço de 10,4% em relação ao resultado obtido no ano anterior. O lucro líquido contábil somou R$ 16,1 bilhões, crescimento de 18,7% na mesma base de comparação. Os dados foram divulgados pela instituição financeira na noite de quarta-feira. 4.

Apesar do desempenho anual positivo, o resultado do quarto trimestre apresentou retração. Entre outubro e dezembro, o lucro líquido recorrente foi de R$ 2,77 bilhões, queda de 39,6% frente ao mesmo período de 2024 e recuo de 26,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

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A carteira de crédito do banco encerrou 2025 com R$ 1,3 trilhão, resultando numa expansão de 11,5% ante 2024 - Foto: José Aldenir / Agora RN

A carteira de crédito do banco encerrou 2025 em R$ 1,378 trilhão, expansão de 11,5% na comparação com 2024. O crescimento foi puxado principalmente pelo financiamento imobiliário, que avançou 13% no período, mantendo a liderança histórica da instituição nesse segmento.

Também contribuíram para o aumento da carteira as operações de crédito comercial. Os empréstimos a pessoas jurídicas cresceram 14,2%, enquanto o crédito comercial a pessoas físicas registrou expansão de 13,4%.

Em outras linhas, o crescimento foi mais moderado. As operações voltadas a saneamento e infraestrutura tiveram alta de 1%, enquanto o crédito ao agronegócio avançou 0,6% no período.

No campo da qualidade da carteira, a inadimplência apresentou leve deterioração. O índice de atrasos superiores a 90 dias alcançou 3,07% ao final do ano, ante 3,01% no trimestre anterior e 1,97% no mesmo período de 2024.

No financiamento imobiliário, porém, o indicador permaneceu em patamar mais baixo, com recuo para 1,18%. Já no crédito a pessoas físicas, a inadimplência subiu para 6,02%.

Entre empresas, a deterioração foi mais acentuada. O índice de inadimplência chegou a 12,13% nas operações com pessoas jurídicas e a 14,09% nas linhas destinadas ao agronegócio.