O espetáculo “Bye, Bye Natal” será apresentado nesta quinta-feira 23, às 20h, no Teatro Alberto Maranhão (TAM), em Natal, levando ao palco uma imersão em um dos períodos mais marcantes da história do Rio Grande do Norte. A montagem revisita acontecimentos que transformaram Natal e Parnamirim durante a Segunda Guerra Mundial, a partir de uma narrativa que combina elementos cômicos, românticos e históricos.
Os ingressos seguem disponíveis pela plataforma Sympla (https://shre.ink/byebyenatalrn), com valores de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). A meia-entrada é válida para os públicos previstos na legislação.

Com roteiro e músicas originais de Danilo Guanais, texto de Racine Santos e direção cênica de Diana Fontes, o espetáculo reúne nomes de referência nas artes cênicas do estado. A obra foi premiada como Melhor Musical do Nordeste pelo Prêmio Brasil Musical, no ano de sua estreia, em 2018. “Bye, Bye Natal convida o público a revisitar esse período de forma sensível e acessível, destacando a importância de preservar a memória e a identidade cultural do nosso estado”, afirma a diretora.
Ambientado no contexto da Segunda Guerra Mundial, o musical retrata o momento em que a capital potiguar passou a desempenhar papel estratégico no cenário internacional. Em 6 de junho de 1942, Natal foi escolhida pelos Estados Unidos para sediar a base militar South Atlantic Wing (USAFSA), instalada em Parnamirim, consolidando-se como ponto mais próximo entre a América do Sul e o continente africano. A estrutura chegou a abrigar cerca de 1.840 soldados entre oficiais e civis.
Esse contexto impulsionou mudanças profundas na dinâmica local, levando Natal a ser conhecida como “Encruzilhada do Mundo” e Parnamirim a ganhar projeção internacional como o “Trampolim da Vitória”. “A proposta do espetáculo é apresentar essa história por meio de uma linguagem acessível, capaz de dialogar com diferentes gerações e aproximar o público desse capítulo tão relevante da nossa história”, completa Diana Fontes.
A montagem também evidencia a influência da cultura americana no cotidiano da população, refletida em hábitos, comércio e vida social da época, costurando história, emoção e leveza para recontar um dos capítulos mais marcantes da identidade potiguar.