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Dados
Auxílio emergencial representa 10% do PIB de 103 cidades do RN
Estudo produzido pela Universidade Federal de Pernambuco aponta que o impacto estimado do pagamento dos R$ 600 do auxílio já representa 5,3% do Produto Interno Bruto do Rio Grande do Norte
Redação
10/08/2020 | 22:10

O pagamento do auxílio emergencial representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) de 103 das 167 cidades do Rio Grande do Norte. O número foi revelado nesta segunda-feira (10) em estudo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os pesquisadores analisaram a relação entre os recursos federais e a manutenção da economia dos municípios brasileiros.

Segundo o estudo, o impacto estimado para todos os Estados do Nordeste, somados, é, em média, 6,5% do PIB. O valor representa é mais que o dobro da média nacional (2,5%). O Estado mais beneficiado é o Maranhão, com algo em torno de 8,6% do seu PIB. Para o Rio Grande do Norte, o impacto é de 5,3% do PIB potiguar.

O principal dado do levantamento, no entanto, é sobre o impacto do programa federal nas contas municipais. Os dados levantados pela UFPE mostram que as cinco parcelas auxílio emergencial equivalem a 10% ou mais do PIB para 1.709 municípios brasileiros. Deste total, 80,4% das cidades estão localizadas nos 9 Estados do Nordeste: Bahia (324), Piauí (200), Maranhão (192), Paraíba (186), Ceará (138), Pernambuco (131), Rio Grande do Norte (103), Alagoas (57) e Sergipe (44).

Ainda de acordo com o estudo, apesar de o estado de São Paulo ser o maior recebedor de recursos, em termos absolutos, quando comparado com o tamanho da sua economia e o impacto sobre o PIB, sua posição é de 25º. O estado mais beneficiado é o Maranhão, com algo em torno de 5% do seu PIB. “Os municípios das regiões Sul e Sudeste são os menos impactados relativamente analisando, ou seja, como percentual do PIB”, explicou o professor de economia da UFPE, Ecio Costa.

Para o pesquisador, o que mais chamou a atenção na pesquisa foi a eficácia e o foco da política. “A política vai diretamente na família dos municípios mais pobres das regiões mais pobres do Brasil e traz um impacto significativo para esses municípios, justamente pela forma como está sendo conduzida: não há intermediários, é uma transferência de recursos direta para essas pessoas que mais precisam, quer sejam cadastrados no Bolsa Família, Cadastro Único e também os informais. Então, traz realmente um impacto significativo tanto nas famílias mais pobres, como nos municípios que mais necessitam”, analisou.

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