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Iniciativa
Associações fazem “Pit Stop da Inclusão” neste sábado em Natal
Além da Sadef, estarão presentes outras 11 associações e ONGs – que militam em prol das pessoas com autismo, síndrome de down, deficiência visual, e doenças raras, entre outras
Redação
18/09/2020 | 12:17

A programação teve que ser adaptada, em tempos de pandemia, mas a data não vai passar em branco. No próximo dia 21 se comemora o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, e aqui em Natal, vai ser festejado no sábado, 19. “É uma data de grande importância para nós, porque apesar de termos conseguido conquistas importantes nos últimos tempos, ainda falta muito para as pessoas com deficiência serem totalmente incluídas na nossa sociedade”, diz Jackson Alexandre, presidente em exercício da Sadef/RN (Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN), uma das instituições organizadoras do evento.

Além da Sadef, estarão presentes outras 11 associações e ONGs – que militam em prol das pessoas com autismo, síndrome de down, deficiência visual, e doenças raras, entre outras. A intenção é que um representante de cada uma dessas instituições conversem com as pessoas que passarem pelo Pit Stop. Vai ser montada uma tenda na Avenida Praia de Ponta Negra, 8812 (vizinho ao estacionamento do Praia Shopping), onde além da conscientização sobre os temas, as pessoas receberão brindes em alusão à luta da pessoa com deficiência.

“Essa luta é constante, e precisa de visibilidade. Não pedimos nada além do que é nosso direito: inclusão, acessibilidade, respeito e dignidade. O Setembro Verde, que marca essa luta, não tem essa cor por acaso. É o verde da esperança de uma sociedade mais justa e igual para todos, com ou sem deficiência”, alerta Jackson.

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, 21 de setembro, foi instituído em 1982, por movimentos sociais, com o objetivo de promover e debater a inclusão social. Em 2005, a data foi oficializada pelo então vice-presidente José Alencar. Segundo o IBGE, no RN, cerca de 28% da população tem algum tipo de deficiência.

A programação do dia da inauguração incluiu apresentações como da artista cubana Rayito de Sol, da orquestra de Georges Henri, um número do ator Amácio Mazzaropi, e outro de canto de Lia Marques, as notícias de política com o jornalista Maurício Loureiro e até uma celebração com a Canção da TV, cantada por Lolita Rodrigues e Vilma Bentivegna. Os versos da música eram do poeta Guilherme de Almeida (No teu chão, Piratininga/ A cruz que Anchieta plantou: Pois dir-se-á que ela hoje acena/ Por uma altissima antena/ Em que o Cruzeiro poisou/ E te dá, num amuleto, O vermelho, o branco o preto/ Das contas do teu colar/ E te mostra, num espelho/ O preto, o branco o vermelho/ Das penas do teu cocar). Hebe Camargo, originalmente escalada para cantar o hino, ficou afônica. Foi um sucesso, apesar de uma das três câmeras não funcionar na hora da inauguração.

Na prática, a experiência do rádio viabilizou as imagens em movimento. Um rádio com imagens, como salienta o professor e pesquisador Laurindo Leal Filho. “A respeito ao conteúdo a televisão, quase que deu continuidade ao que se fazia no rádio. Eu tenho escrito que a televisão no Brasil teve implementação diferente. Foi o teatro que influenciou bastante o início na Europa. Nos EUA, a TV apoiou-se no cinema”, explica.

“A televisão brasileira, na década de 50, teve um caráter de aventura, com o pioneirismo de seus profissionais desbravando os mistérios do novo veículo”, afirmou o professor Edgard Ribeiro Amorim no livro História da TV Brasileira. Ele explica que os primeiros anos foram marcados por uma “fase de aprendizagem” de como funcionaria aquela nova caixa mágica. Responsáveis pela parte técnica precisaram adquirir maior formação profissional na prática diante da novidade. Um tempo, aliás, sem recursos de buscas imediatas a outras referências, como ocorre no século 21. No campo artístico, os profissionais tinham as práticas da época de rádio, cinema e teatro. “Os recursos técnicos eram poucos, com um equipamento mínimo para manter uma estação no ar”, pontua Amorim.

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