A Argentina se classificou para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar o Egito por 3 a 2, de virada, nesta terça-feira 7, em Atlanta. Depois de ver a seleção africana abrir vantagem de dois gols, a equipe comandada por Lionel Scaloni reagiu no segundo tempo e manteve viva a defesa do título conquistado no Catar, em 2022. Na próxima fase, a Argentina vai pegar a Suíça, que eliminou a Colômbia. Aliás, com a saída dos colombianos, os hermanos agora são os últimos sul-americanos que restam na Copa.
O jogo confirmou o equilíbrio que já havia sido apontado por Scaloni na véspera da partida. Em entrevista coletiva, o treinador argentino afirmou que a eliminação do Brasil para a Noruega e as dificuldades enfrentadas pela própria Argentina diante de Cabo Verde serviam de alerta para o mata-mata. A previsão se confirmou logo nos primeiros minutos, quando o Egito aproveitou os espaços deixados pela defesa argentina e abriu dois gols de vantagem.

A reação começou ainda antes do intervalo e ganhou força na etapa final. Liderada por Lionel Messi, a Argentina aumentou o volume ofensivo, passou a controlar a posse de bola e encontrou espaços para empatar a partida. A virada consolidou o domínio territorial da equipe sul-americana, que pressionou até encontrar o gol da classificação e evitou uma das maiores surpresas das oitavas de final.
Apesar da eliminação, o Egito encerra sua campanha com desempenho histórico. A seleção africana havia alcançado pela primeira vez uma vitória em um confronto eliminatório de Copa do Mundo ao superar a Austrália nos pênaltis na fase anterior. Contra a Argentina, voltou a competir em alto nível, impulsionada pela atuação de Mohamed Salah e pela organização defensiva montada pelo técnico Hossam Hassan.
Para a Argentina, a classificação mantém viva a possibilidade de conquistar o bicampeonato consecutivo e reforça o protagonismo de Messi na competição. A equipe chegou às quartas de final após uma campanha marcada por 100% de aproveitamento na fase de grupos e duas classificações construídas com dificuldades no mata-mata, primeiro diante de Cabo Verde e agora contra o Egito. O desempenho evidencia a capacidade de reação da equipe, mas também expõe fragilidades defensivas que deverão exigir ajustes para a sequência do torneio.