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Insegurança

Área da Emparn é invadida em Pedro Avelino e Faern cobra providências

Estação Terras Secas tem 1.600 hectares e desenvolve projetos de melhoramento genético, palma, milho, sorgo e feijão
Redação
15/07/2025 | 17:15

A Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern manifestou preocupação com a invasão da Estação Experimental Terras Secas, da Emparn, no município de Pedro Avelino. A ocupação foi tornada pública pela entidade nesta terça-feira 15, que cobrou medidas urgentes por parte das autoridades para desocupação da área.

A estação possui 1.600 hectares e é referência em pesquisas sobre o melhoramento genético de raças nativas de caprinos e ovinos, além de desenvolver projetos com palma forrageira, milho, sorgo e feijão adaptados ao semiárido potiguar. Também são realizadas ações de capacitação técnica e social com produtores, técnicos e estudantes da região.

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Federação afirma que ocupação ameaça pesquisas voltadas ao semiárido e compromete ações com produtores e estudantes - Foto: José Aldenir/Agora RN

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“A invasão representa um grave retrocesso para todos os segmentos produtivos que dependem das inovações geradas nessa estação”, afirmou a federação. A FAERN também apontou impacto direto na agricultura familiar, que representa cerca de 80% dos estabelecimentos rurais do estado.

A entidade disse ainda que a falta de atuação das autoridades contribui para o avanço da insegurança jurídica e ameaça o futuro da produção rural potiguar. “Em um momento em que o setor agropecuário do RN projeta crescimento, impulsionado por um aumento de 29,1% na área plantada — um dos maiores índices proporcionais do país —, é inadmissível que ações ilegais comprometam o papel do agro na recuperação da economia estadual.”

A FAERN solicitou urgência na adoção de medidas por parte dos órgãos responsáveis, a fim de preservar o que classificou como um patrimônio público essencial ao desenvolvimento econômico e social do estado. A nota termina com o reforço do “compromisso com a ciência, a inovação e o fortalecimento do setor produtivo rural” e um apelo para que a sociedade potiguar se mantenha “vigilante na defesa da legalidade e da produção sustentável”.