Trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em todo o país nesta sexta-feira 11. A paralisação ocorre após um novo impasse nas negociações entre a categoria e a estatal sobre o acordo coletivo de trabalho.
A mobilização reúne sindicatos de diferentes estados e pode afetar o funcionamento de agências, além dos serviços de entrega de encomendas e correspondências. A paralisação foi aprovada na noite desta quinta-feira 10, após novas rodadas de negociação.

Trabalhadores cobram reajuste e manutenção de benefícios
Entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial, a manutenção de direitos previstos em acordos anteriores e mudanças na proposta relacionada ao plano de saúde.
Durante as negociações, os Correios apresentaram uma proposta de reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), estimada em 4,35%, com efeito retroativo a 1º de agosto.
O principal impasse permanece relacionado ao custeio do plano de saúde e à preservação de benefícios. Os trabalhadores também defendem a manutenção da gratificação de férias de 70%.
Greve ocorre durante negociação mediada pelo TST
As negociações entre os Correios e os representantes dos trabalhadores contam com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria também se posiciona contra pontos do plano de reestruturação apresentado pela estatal.
O programa prevê medidas para redução de despesas, reorganização da estrutura, venda de imóveis e adesão a um Programa de Desligamento Voluntário.
A duração da greve dependerá das próximas negociações entre os Correios e as entidades que representam os trabalhadores.