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Alcaçuz

Ruas de Nísia Floresta são pavimentadas com blocos produzidos por presos de Alcaçuz

Atualmente, 16 presos trabalham diretamente na fabricação das peças; Prefeitura aponta economia de recursos
Agora RN
04/09/2026 | 17:05

Dezenove ruas do bairro Hortigranjeira, em Nísia Floresta, estão sendo pavimentadas com blocos de concreto produzidos por presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz.

A iniciativa é resultado de um convênio firmado entre a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e a Prefeitura de Nísia Floresta. Dos mais de 260 mil blocos já fabricados no parque industrial do presídio, 61 mil foram destinados ao município. Segundo a prefeitura, a produção pode reduzir em até 60% os custos da pavimentação.

Blocos de concreto estão empilhados em área de pavimentação, com máquina e trabalhadores ao fundo
Obras de pavimentação utilizam blocos de concreto produzidos por presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz em Nísia Floresta - Foto: Seap/Divulgação

Atualmente, 16 presos trabalham diretamente na fabricação das peças. A atividade começou a ser estruturada em 2024, quando internos selecionados pela Comissão Técnica de Classificação participaram de cursos teóricos e práticos sobre produção e instalação de pisos intertravados, preparação de materiais e cura do concreto.

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Atualmente, 16 internos trabalham na produção das peças, dentro de uma iniciativa de capacitação e reinserção social – Foto: Seap/Divulgação

A capacitação foi desenvolvida pela Seap em parceria com o Tribunal de Justiça, o Ministério Público do Trabalho, o Senai e a organização Reforamar. A fábrica recebeu betoneiras profissionais e outros equipamentos doados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. O parque industrial possui duas unidades destinadas à produção de peças de concreto.

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Dezenove ruas de Nísia Floresta estão sendo pavimentadas com blocos de concreto produzidos por presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz – Foto: Seap/Divulgação

Outros 130 presos de Alcaçuz participam de atividades como marcenaria, reciclagem, fabricação de esquadrias de alumínio e confecção de roupas, bolsas, mochilas e terços. Segundo a Seap, as frentes de trabalho buscam preparar os participantes para o mercado e favorecer a reinserção social depois do cumprimento da pena.