BUSCAR
BUSCAR
Habitação

Casas atingidas por desabamento em Neópolis vão passar por perícia

Avaliação definirá se imóveis atingidos pelo deslizamento de 2023 serão recuperados ou substituídos; famílias continuam fora de casa, mesmo após reconstrução do muro
Agora RN
14/10/2026 | 23:40

A Prefeitura do Natal vai realizar um trabalho de perícia e avaliação técnica em 21 casas localizadas na Rua Marcassita, no conjunto Pirangi, bairro de Neópolis, na Zona Sul. Há três anos, os imóveis tiveram a estrutura afetada por causa do desabamento do muro de contenção da lagoa de captação Ouro Preto, que fica na região.

De acordo com a gestão municipal, o estudo técnico deverá identificar as atuais condições estruturais e orientar a solução para o futuro das residências, em especial aquelas que permanecem interditados pela Defesa Civil. Nesses casos, as famílias continuam fora de seus imóveis, mais de três anos depois do incidente.

Agentes municipais em frente às casas da Rua Marcassita, em Neópolis
Parte dos imóveis segue interditada até hoje, e moradores recebem aluguel social — Foto: José Aldemir

A Secretaria Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharpe) iniciou uma pesquisa de preços para subsidiar a contratação de uma empresa especializada em engenharia. O aviso foi publicado no Diário Oficial do Município de terça-feira 13, com prazo de cinco dias, contado da publicação, para apresentação de propostas comerciais.

Em nota, a secretaria explicou que o resultado da perícia determinará se as casas poderão ser recuperadas ou se será necessário construir outras moradias. “O resultado pericial servirá para guiar as etapas seguintes do projeto, determinando a melhor solução a seguir: se será restaurar e reforçar a infraestrutura das residências originais ou se será construir novos imóveis para abrigar as famílias envolvidas.”

Parte das casas atingidas estão interditadas. Embora o muro de contenção que margeia a lagoa de captação Ouro Preto já tenha sido reconstruído, os moradores ainda aguardam uma definição sobre o retorno às residências. Segundo a Seharpe, 7 famílias recebem atualmente o benefício do aluguel social.

O número de imóveis abrangidos pela avaliação, portanto, é maior do que o total de casas interditadas e, portanto, de famílias que a Prefeitura informa assistir com o benefício. O aviso de contratação prevê a análise da área onde estão 21 casas, enquanto a nota menciona sete famílias cujas residências precisaram ser interditadas em decorrência do incidente.

Desabamento ocorreu em agosto de 2023

O muro de contenção da lagoa desabou em 21 de agosto de 2023, atingindo residências próximas e provocando a retirada de moradores. Algumas casas foram parcialmente destruídas, e outros imóveis precisaram ser interditados pela Defesa Civil devido ao risco de novos acidentes. Não houve feridos.

A reconstrução da estrutura foi contratada em caráter emergencial, por R$ 2.399.808,89. A ordem de serviço foi assinada em 17 de outubro de 2023. Naquele momento, a recuperação do muro foi apresentada como a primeira etapa das intervenções, necessária para permitir a avaliação das casas afetadas.

Agora, a Prefeitura confirma que o novo muro foi construído e afirma que a intervenção reduziu os riscos na área. A Seharpe destacou que o Município procedeu à construção de “um novo muro de contenção ao terreno que margeia a lagoa de captação Ouro Preto, o que mitigou os riscos de novos desabamentos”.

A conclusão dessa estrutura, porém, ainda não permitiu o retorno das famílias. A avaliação em processo de contratação deverá esclarecer as condições das residências e fornecer os elementos técnicos para decidir entre reforçar e restaurar os imóveis existentes ou construir novas unidades.

Estudo orientará solução definitiva

A pesquisa de preços publicada nesta semana corresponde a uma etapa preparatória da contratação. O aviso não informa o custo da perícia, a empresa responsável, o prazo para conclusão do estudo ou uma data para início da recuperação das moradias.

As especificações técnicas e informações complementares poderão ser solicitadas ao Departamento de Desenvolvimento de Programas da Seharpe. As empresas interessadas têm cinco dias para encaminhar as propostas, que subsidiarão a eventual contratação do serviço.

Na nota, a secretaria afirmou que mantém canais de diálogo com a comunidade para informar o andamento das medidas e prestar assistência até a adoção de uma solução definitiva. Também reiterou a continuidade do aluguel social para as famílias atendidas: “O Município segue garantindo o benefício do aluguel social para as sete famílias cujas residências precisaram ser interditadas, em função do incidente.”