Foram 5.089 pedidos de medida protetiva de urgência registrados no Rio Grande do Norte entre janeiro e agosto de 2026. Os dados são da Polícia Civil e dizem respeito aos pedidos que a corporação encaminha ao Judiciário em favor de mulheres que sofrem violência — decisões capazes de impor restrições a quem agride.
O número voltou ao noticiário por causa de uma denúncia feita em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. Técnica de enfermagem de 30 anos, Ingrid Katerine acusou o marido de tê-la agredido e sufocado no meio de uma discussão, na manhã desta quarta-feira 2. Ele acabou preso em flagrante e continua à disposição da Justiça desde então.

O que a vítima relatou
Pelo relato dela, o casal está junto há nove anos, embora hoje viva em casas separadas.
O bate-boca teria nascido de um carro. Ingrid foi buscar um dos veículos da família e pediu à filha do casal que apanhasse a chave; o marido teria tomado o objeto da mão da menina e saído dirigindo.
Ingrid afirmou ainda que aquele não teria sido o primeiro episódio de violência ao longo do relacionamento. Antes dele já teriam ocorrido agressões verbais e psicológicas, além de violência física — empurrões, entre outras.
Os tipos de violência mais registrados
Um recorte da Polícia Civil que vai de janeiro a maio mostra qual crime aparece com mais frequência entre os registros de violência contra a mulher no Estado. É a ameaça, sozinha responsável por 2.293 ocorrências.
Depois dela vêm a lesão corporal, com 1.418 casos contabilizados, e a violência psicológica, com outros 1.314 registros. Vale notar que esse recorte cobre os cinco primeiros meses do ano, enquanto o levantamento das medidas protetivas alcança janeiro a agosto.
O caminho é o seguinte: quando a mulher denuncia a violência e pede proteção, a Polícia Civil encaminha à Justiça o pedido de medida protetiva de urgência. Foram 5.089 solicitações feitas pela corporação no Estado nos oito primeiros meses do ano.
Onde pedir ajuda
Quem estiver passando por violência pode ir a qualquer delegacia da Polícia Civil, inclusive às unidades especializadas, ou chamar a Polícia Militar se a situação for de emergência. Há ainda uma rede de canais telefônicos e digitais disponível.
A Central de Atendimento à Mulher atende pelo 180. Em emergência, o número é o 190. A Patrulha Maria da Penha do RN recebe contato pelo WhatsApp (84) 98135-4487, e a Coordenadoria da Defesa da Mulher e das Minorias, da Secretaria de Segurança Pública, atende pelo 0800 281 2336.
Também é possível registrar a ocorrência pela Delegacia Virtual do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no endereço delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal.