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Polícia

Advogado e empresário são presos pela PF suspeitos de fraudes em investimentos no RN

Mandados foram cumpridos no RN, em São Paulo e no Rio Grande do Sul; grupo é suspeito de ocultar patrimônio obtido com falsas promessas de rentabilidade
Redação
05/02/2026 | 08:47

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira 5, a Operação Pleonexia II, e prendeu um advogado e um empresário suspeitos de lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte. O objetivo da operação é desarticular um núcleo responsável pela ocultação e dissimulação de bens e valores ligados a uma organização criminosa investigada por fraudes em investimentos.

Foram cumpridos 4 mandados de prisão preventiva, 17 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens e de valores da ordem de R$ 244 milhões. As medidas foram expedidas pela 14ª Vara Federal da seção Judiciária do Rio Grande do Norte e cumpridas em endereços situados em Natal/RN, em São Paulo/SP e em São Leopoldo/RS.

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Polícia Federal durante cumprimento de mandados da Operação Pleonexia II - Foto: PRF

A ação é um desdobramento de uma fase anterior da investigação, que apurou a atuação de um grupo criminoso envolvido na captação de recursos de investidores por meio de promessas de rendimentos incompatíveis com o mercado, supostamente vinculadas à produção e comercialização de energia. Com o avanço das apurações, a PF identificou outros investigados responsáveis por operar e auxiliar na lavagem de dinheiro da organização.

Segundo a investigação, o esquema utilizava estruturas empresariais, negociações e contratos simulados para ocultar o patrimônio ilícito e reinserir os valores no mercado formal, inclusive por meio da aquisição e revenda de bens de alto valor.

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Veículos foram apreendidos durante a operação – Foto: Reprodução/PF

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos veículos, dispositivos eletrônicos, documentos e anotações. O material será analisado para aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e viabilizar o ressarcimento das vítimas. Os investigados poderão responder pelos crimes apurados no curso do inquérito.

Confira o vídeo: