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Assembleia Legislativa

Mais mulheres, mais vozes: representatividade feminina na ALRN

Nova legislatura terá sete deputadas estaduais, enquanto a composição geral da Assembleia registrará renovação de 33,3% das cadeiras
Agora RN
30/10/2026 | 08:44

A partir de 2027, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) terá sete mulheres entre os 24 deputados estaduais. A bancada feminina será formada por Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Cristiane Dantas, Eudiane Macedo, Cinthia de Allyson, Camila Araújo e Kaline de Dr. Bernardo. Entre elas, três estrearão no Parlamento: Cinthia de Allyson, Camila Araújo e Kaline de Dr. Bernardo.

As sete parlamentares representarão aproximadamente 29,2% das cadeiras da Casa. A nova composição amplia a presença feminina no Legislativo potiguar e reúne trajetórias políticas distintas em um espaço de discussão e elaboração de propostas que afetam a população do estado.

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte terá sete mulheres entre os 24 deputados estaduais a partir de 2027, o equivalente a 29,2% das cadeiras; nova bancada feminina contará com três estreantes - Foto: Eduardo Maia / ALRN
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte terá sete mulheres entre os 24 deputados estaduais a partir de 2027, o equivalente a 29,2% das cadeiras; nova bancada feminina contará com três estreantes - Foto: Eduardo Maia / ALRN

A representatividade, porém, não se resume à quantidade de mulheres eleitas. A atuação parlamentar envolve a apresentação de projetos, a participação em comissões, a fiscalização das políticas públicas e o diálogo com a sociedade.

Novos nomes, diferentes trajetórias

Entre as estreantes estão Cinthia de Allyson (União Brasil), Camila Araújo (PL) e Kaline de Dr. Bernardo (PV). Elas se juntarão a Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Cristiane Dantas (PSDB) e Eudiane Macedo (PV), que integram a composição indicada para a próxima legislatura.

As sete deputadas têm trajetórias e posicionamentos próprios. A atuação de cada uma será desenvolvida em um Parlamento que reúne diferentes partidos, prioridades e perspectivas sobre as políticas públicas estaduais.

Temas como saúde, educação, segurança, proteção social, combate à violência, oportunidades de trabalho e participação cidadã estão entre os assuntos que passam pelo debate legislativo. A diversidade de experiências dos representantes pode ampliar as perspectivas sobre essas questões, embora não signifique que as parlamentares compartilhem as mesmas opiniões ou prioridades.

Renovação de um terço das cadeiras a partir de 2027

Além da mudança na bancada feminina, a Assembleia terá renovação de 33,3% de sua composição. Dos 24 deputados estaduais, oito não retornarão à Casa na legislatura iniciada em 2027, enquanto 16 permanecerão no Parlamento.

Entre os nomes que não renovaram seus mandatos estão Galeno Torquato, Taveira Júnior, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes. Dr. Bernardo disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Hermano Morais concorreu ao cargo de vice-governador na chapa encabeçada por Allyson Bezerra. José Dias e Vivaldo Costa optaram por não disputar a reeleição.

Entre os novos integrantes da Assembleia estão Bibiano, Julio Cesar, Robson Carvalho, Gustavo Soares e Daniel Valença. A chegada desses parlamentares, somada à entrada das três deputadas estreantes, compõe o grupo de oito novos integrantes mencionado no levantamento.

A distribuição partidária também terá mudanças. O Partido Liberal contará com sete cadeiras; Progressistas e Partido dos Trabalhadores terão quatro parlamentares cada; e PSDB e Partido Verde contarão com três representantes cada. União Brasil e MDB completarão a composição partidária.

A nova legislatura reunirá, assim, parlamentares que permanecerão na Casa e representantes que chegam ao Legislativo pela primeira vez. A presença feminina integra esse processo de renovação e amplia a diversidade de trajetórias políticas na Assembleia.

A representatividade também se constrói no exercício do mandato, na participação nas decisões e na capacidade de levar diferentes demandas ao debate público. É nesse espaço de diferenças partidárias e de perspectivas que a nova bancada feminina desenvolverá sua atuação ao longo dos próximos anos.