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Trabalho

Fecomércio-RN pede que Senado adie votação da PEC do fim da escala 6×1

Entidade acompanha campanha nacional liderada pela CNC e defende debate mais amplo sobre a proposta que altera a jornada de trabalho antes da análise pelo Senado
Agora RN
30/08/2026 | 17:06

A Fecomércio-RN aderiu a uma mobilização nacional de entidades do comércio, serviços e turismo para pedir que o Senado não vote, antes das eleições, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6×1. A iniciativa foi lançada neste fim de semana pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em conjunto com federações e sindicatos do setor.

As entidades defendem que a proposta seja submetida a uma discussão mais ampla antes de avançar no Congresso Nacional. O principal argumento é que a mudança pode elevar os custos de atividades que funcionam durante seis ou sete dias por semana.

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Fecomércio-RN aderiu à mobilização nacional liderada pela CNC e pede que o Senado amplie o debate antes de votar a proposta que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1. - Foto: Reprodução

Segundo a CNC, uma alteração geral na jornada de trabalho pode afetar principalmente micro e pequenas empresas, além de provocar reflexos sobre contratações, preços e informalidade.

A confederação também relaciona o debate ao cenário econômico atual, citando juros elevados, restrições ao crédito e endividamento de empresas e famílias. Na avaliação da entidade, uma eventual mudança deve ser acompanhada por estudos sobre seus impactos econômicos e por um período de transição.

No Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, afirmou que os setores de comércio, serviços e turismo possuem características próprias e que essas diferenças precisam ser consideradas durante a tramitação da proposta.

“A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, afirmou.

As entidades empresariais defendem a manutenção da negociação coletiva como instrumento para definir jornadas de trabalho de acordo com as particularidades de cada atividade. Para a CNC, acordos firmados entre empregadores e trabalhadores permitem adaptações conforme o setor e a região.

A mobilização ocorre enquanto avança no Congresso a discussão sobre a redução da jornada de trabalho e em meio à proximidade das eleições.