Familiares e amigos de Arthur Kevin Araújo, de 2 anos, realizaram um protesto, na manhã desta terça-feira 1º, na sede da Prefeitura de Parnamirim, para cobrar esclarecimentos sobre a morte da criança após atendimento na UPA Nova Esperança. A mãe do menino, Maria Izabel Alves, pediu uma audiência com representantes do Município e afirmaram que pretendem permanecer mobilizados até receber respostas sobre a assistência prestada ao menino.
A manifestação ocorreu após o sepultamento de Arthur e em meio à divulgação de uma informação preliminar sobre a causa da morte. Segundo a família e o advogado que acompanha o caso, um laudo preliminar da Polícia Científica do Rio Grande do Norte apontou choque séptico. Um documento conclusivo ainda é aguardado. A direção clínica da UPA havia apontado, após a morte, a meningococcemia fulminante como principal hipótese diagnóstica considerada durante o atendimento.

Durante o protesto, Maria Izabel afirmou que busca esclarecimentos sobre os procedimentos adotados na unidade e contestou informações divulgadas após a morte do filho. “Eu, como mãe, não estou bem, porque eu não perdi meu filho. Ele foi tirado de mim. Eu vim aqui hoje só para ter mais visibilidade, que todo mundo possa reconhecer. Eu não fui nenhuma mãe ruim, eu sempre cuidei bem do meu filho”, declarou.
A mãe também afirmou possuir documentos e outros registros que, segundo ela, poderão ser apresentados na investigação. “Eu tenho como provar tudo, eu tenho como provar toda a negligência que fizeram com o meu filho”, disse. A existência de negligência ou erro na assistência ainda não foi determinarência para um leito de terapia intensiva. “Todos os contatos de WhatsApp que foram feitos foram na tentativa de dar celeridade a uma transferência para um leito de terapia intensiva para essa criança, sempre com o intuito de oferecer a melhor assistência possível”, disse. A defesa da família informou que pretende solicitar documentos para verificar se houve pedido formal de transferência e para qual unidade a solicitação teria sido encaminhada.
Na Prefeitura nesta terça-feira, Maria Izabel disse que pretendia conversar com representantes do município e obter respostas públicas sobre o atendimento. A mãe afirmou que havia sido convidada a conversar reservadamente, mas declarou que preferia que os esclarecimentos fossem apresentados diante das pessoas que acompanhavam o protesto. “Todo mundo está repercutindo esse caso do meu filho. […] Por que não pode ser comunicada junto com o pessoal a resposta dela? A situação, o que
ela tem a dizer?”, questionou, em possível referência à prefeita Nilda Cruz (SDD). Perguntada sobre quanto tempo permaneceria no local, Maria Izabel afirmou que a mobilização continuará enquanto a família não receber explicações. “Até ela vir e dar uma resposta. A gente vai continuar vindo até ela conseguir dar uma justificativa”, declarou. A Prefeitura de Parnamirim já havia informado que acompanha o caso. Após a morte, a prefeita Nilda lamentou o ocorrido, manifestou solidariedade aos familiares e determinou a apuração das circunstâncias relacionadas ao atendimento prestado na UPA Nova Esperança.

Família contesta atendimento
da pelas autoridades e depende das apurações. Arthur começou a apresentar febre na manhã de sábado 29. De acordo com os familiares, ele recebeu medicamento em casa e, como não apresentou melhora e ficou sonolento, foi levado para a UPA Nova Esperança. A família chegou à unidade por volta das 13h. Segundo relatos anteriores de Maria Izabel, Arthur recebeu classificação de risco com pulseira laranja, soro e medicamentos. A mãe sustenta que o menino chegou com febre e sonolência, mas sem manchas pelo corpo, e que as marcas arroxeadas começaram a aparecer durante o período em que ele recebia atendimento. A família também questiona a avaliação feita durante o atendimento. Segundo eles, registros aos quais tiveram acesso posteriormente apontariam frequência cardíaca de aproximadamente 180 batimentos por minuto. Maria Izabel afirmou ainda que não foi informada, durante o atendimento, sobre todos os exames realizados e que somente teve conhecimento deles ao procurar o prontuário posteriormente. “Falaram que ele estava bom. Eles fizeram um eletro(cardiograma) nele, estava aparecendo. Na hora que fizeram, apareceu o resultado. Estava tudo anormal. E o médico chegou a dizer que o menino estava bem. Como é que uma criança está desmaiando e está dormindo?”, questionou a mãe.
A família também afirma que não havia pediatra no atendimento prestado a Arthur e que o menino foi acompanhado por um clínico-geral. A mãe criticou a conduta de um dos profissionais e disse possuir áudios e outros registros do período em que estiveram na unidade. Após a morte, a diretora clínica da UPA Nova Esperança, Adriana Dantas, havia informado que a principal hipótese diagnóstica levantada pela equipe era meningococcemia fulminante, quadro de rápida evolução provocado pela disseminação do meningococo pela corrente sanguínea. “O quadro foi extremamente grave, de evolução muito rápida. No entanto, todos os protocolos médicos foram instituídos de forma precoce”, declarou a diretora, em vídeo divulgado anteriormente. Adriana também afirmou que contatos realizados por WhatsApp durante o atendimento, outro ponto questionado pelos familiares, tiveram como finalidade buscar uma transfe-

Família cobra audiência
ela tem a dizer?”, questionou, em possível referência à prefeita Nilda Cruz (SDD). Perguntada sobre quanto tempo permaneceria no local, Maria Izabel afirmou que a mobilização continuará enquanto a família não receber explicações. “Até ela vir e dar uma resposta. A gente vai continuar vindo até ela conseguir dar uma justificativa”, declarou. A Prefeitura de Parnamirim já havia informado que acompanha o caso. Após a morte, a prefeita Nilda lamentou o ocorrido, manifestou solidariedade aos familiares e determinou a apuração das circunstâncias relacionadas ao atendimento prestado na UPA Nova Esperança.