O senador José Agripino prepara sua defesa juntando elementos para responder às acusações que lhe foram imputadas na semana passada e que resultaram na abertura de inquérito contra ele na última quarta-feira (07) no Supremo Tribunal Federal (STF). Inquérito irá investigar o senador do DEM por suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele pretende apresentar suas argumentações na tribuna do Senado.
Investigações apontaram que o senador combinou pagamento de propina com executivos da OAS, uma das empreiteiras alvo da operação Lava Jato. O dinheiro teria sido desviado da obra do estádio Arena das Dunas, em Natal.

O Coaf, órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda, detectou uma série de depósitos em espécie de forma fragmentada e sem identificação dos depositantes, no valor total de R$ 169,4 mil, em contas bancárias do senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM. Para o Coaf, a movimentação pode representar “tentativa de burla dos mecanismos de controle e tentativa de ocultação da identidade do depositante.
Este levantamento também faz parte do inquérito aberto na quarta-feira (07) por decisão do ministro Luís Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o Coaf, movimentações suspeitas foram realizadas no mesmo dia, 27 de outubro de 2014, no final da campanha eleitoral do ano passado. As contas do senador receberam seis depósitos de R$ 9.900 cada um no caixa do banco em um total de R$ 59,4 mil, além de outros 44 depósitos em espécie, em envelopes no caixa eletrônico, cada um deles com R$ 2.500.
Conforme publicado pela Folha de S. Paulo, entre outros depósitos para Agripino, com identificação, um motorista do próprio senador colocou R$ 95 mil, em espécie, na conta do Democrata, além de ter feito dois depósitos, um de R$ 9.000 e outro de R$ 9.100, “em espécie na mesma sessão de caixa”.