O Senado aprovou nesta terça-feira 1º a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente da Casa, para ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga foi aberta com a saída antecipada do ministro Bruno Dantas. Em votação secreta, Pacheco recebeu 63 votos favoráveis e quatro contrários. A aprovação exigia o apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores. A indicação seguirá agora para análise da Câmara dos
Deputados, onde a votação está prevista para esta quarta-feira 2. Se o nome também for aprovado pelos deputados, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizar a nomeação. A indicação foi apresentada na segunda-feira 31 pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aliado próximo de Pacheco. Alcolumbre solicitou que líderes partidários também assinassem o documento, em uma tentativa de demonstrar que a escolha possuía apoio coletivo e não resultava apenas de uma decisão pessoal sua. Por determinação de Alcolumbre, o nome do senador foi submetido diretamente ao plenário, sem sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O Regimento Interno do Senado permite que os indicados pela própria Casa sejam dispensados dessa etapa. Após a votação, Pacheco agradeceu aos colegas pela aprovação

e classificou a futura atuação no tribunal como uma “missão honrosa”. “Minha gratidão é imensa neste instante, a emoção toma conta”, afirmou. Ele também agradeceu a “confiança da ampla maioria” dos senadores. O TCU é formado por nove ministros. Três são escolhidos pelo Senado, três pela Câmara e os outros três pelo presidente da República. A cadeira deixada por Bruno Dantas integra a parcela destinada às indicações do Senado. O atual presidente do tribunal, Vital do Rêgo, também chegou ao cargo por meio de uma escolha da Casa. Antes da indicação ao TCU, Alcolumbre e outros senadores defendiam que Pacheco fosse escolhido por Lula para ocupar no Supremo Tribunal Federal (STF) a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso. O presidente, entretanto, indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, cujo nome acabou rejeitado. Lula também tentou convencer Pacheco a disputar o Governo de Minas Gerais, mas o senador recusou a candidatura. Em fim de mandato, o parlamentar decidiu não concorrer à reeleição. Com sua saída, a cadeira no Senado deverá ser assumida pelo primeiro suplente, o empresário e ex-deputado federal Renzo Braz (PP-MG). Bruno Dantas renunciou ao TCU na segunda-feira 31. Ao comunicar a decisão, informou que pretende se dedicar a “novos projetos”. Ele deverá atuar na iniciativa privada, mas ainda não revelou