O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) anunciou nesta terça-feira 3 que pretende iniciar um movimento para pedir à Justiça Eleitoral a realização de um segundo turno na eleição para governador do estado. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele se manifestou sobre a decisão que anulou os votos do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e levou à vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno.
Paes afirmou que esperou o encerramento da eleição presidencial para se posicionar sobre o resultado da disputa estadual. A campanha pela realização de uma nova votação já vinha sendo defendida por apoiadores do ex-prefeito.

Leia mais: PT começa hoje a negociar com o Centrão os ministérios do governo Lula 4
“Chegou a hora de falar sobre o 2° turno no Rio de Janeiro. Faz pouco mais de uma semana que o Brasil escolheu seu presidente e muita gente me perguntou porque eu fiquei em silêncio sobre a eleição aqui do Rio desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral”, declarou.
“A resposta é simples: entendi que o país precisava votar com tranquilidade e foi isso que aconteceu”, acrescentou.
Leia mais: STF pode reduzir a pena de Bolsonaro em regime fechado para dois anos e quatro meses
A controvérsia envolve o tratamento dos votos recebidos por Garotinho na eleição de 4 de outubro. Em julgamento realizado no dia 8, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a rejeição do registro de candidatura e decidiu, por cinco votos a dois, anular a votação do ex-governador.
O tribunal determinou que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) refizesse a totalização, retirando esses votos da base de cálculo. Com a mudança, Ruas ultrapassou a metade dos votos válidos, percentual necessário para vencer a eleição sem segundo turno.
Na apuração inicial, antes da exclusão dos votos de Garotinho, Ruas havia recebido 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos válidos. Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos, ou 42,76%.
O anúncio do movimento por Paes não altera o resultado eleitoral. A realização de um segundo turno dependeria de uma decisão judicial que modificasse os efeitos da anulação dos votos.
Leia mais: Aliados alertaram Flávio Bolsonaro sobre risco de prisão um dia antes de ele deixar o Brasil