candidato ao Senado pelo PDT, Rafael Motta, afirmou que apoiaria uma investigação contra um governo aliado caso fossem apresentados elementos que justificassem a apuração. A declaração foi dada nesta segunda-feira 21, durante entrevista.
Motta foi questionado sobre qual seria sua postura diante de uma denúncia contra o governo federal e se apoiaria a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar uma gestão politicamente alinhada ao seu mandato. O candidato respondeu que a proximidade partidária ou eleitoral não deveria impedir uma apuração.

“Eu acho que todo mundo que está na vida pública precisa estar sob a ótica da Justiça e da investigação. Se existir algum caso em que realmente existam provas que precisam ser investigadas, eu não vejo problema nenhum”, declarou.
O candidato acrescentou que uma investigação pode ser utilizada para esclarecer dúvidas apresentadas pela população. “Pelo contrário, acho que tem que ser investigado justamente para trazer à luz os questionamentos que sejam da sociedade”, afirmou.
Durante a entrevista, Rafael Motta reforçou o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-deputado federal disse acreditar no projeto político liderado pelo petista e defendeu a eleição de senadores alinhados ao governo federal.
“Eu tenho um lado, sempre tive, sempre participei e votei no presidente Lula. Eu acredito no projeto de Lula para o Brasil”, disse. Motta afirmou que trabalha pela eleição do presidente e classificou a disputa de 2026 como uma oportunidade para Lula realizar o que seria o último mandato, em razão da idade do petista.
Na avaliação do candidato, o Rio Grande do Norte precisa ter representantes no Senado que mantenham diálogo com o Palácio do Planalto. Para ele, a sintonia política entre o Estado e o governo federal pode facilitar a atração de investimentos e a liberação de recursos para os municípios potiguares.
“Eu tenho certeza que a gente no Senado, com o presidente Lula presidente, vai ter um Rio Grande do Norte que vai trazer investimento, vai trazer oportunidades para o nosso Estado”, declarou.
Apesar do alinhamento, Rafael Motta afirmou que não pretende acompanhar automaticamente todas as propostas encaminhadas pelo governo. Ao ser questionado sobre situações nas quais votaria contra Lula, o candidato citou medidas que representassem aumento de impostos ou prejuízo aos trabalhadores.
“Quando existe algo que é ruim para o trabalhador, a gente vai votar contra”, afirmou. Motta ressaltou, porém, que apoia a tributação das parcelas mais ricas da população e defendeu a redução do peso dos impostos sobre quem possui menor renda.
Segundo o candidato, 1% da população controla 37% do dinheiro existente no País. Para ele, essa parcela deve contribuir mais, enquanto trabalhadores que recebem salários menores devem ter a carga tributária reduzida.
“A gente tem que taxar mais quem tem mais dinheiro e taxar menos quem tem menos dinheiro”, declarou. Motta afirmou que as pessoas que recebem até um salário mínimo estão entre as mais afetadas pelo atual modelo de tributação e defendeu uma inversão dessa distribuição.
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Rafael Motta também citou seus votos contrários às reformas trabalhista e previdenciária durante a passagem pela Câmara dos Deputados e afirmou que pretende manter a mesma posição caso seja eleito senador nesta eleição.
Ao longo da entrevista, o candidato também chamou atenção para a duração do mandato de senador, que é de oito anos.
Motta defendeu que os eleitores avaliem as posições e o histórico dos candidatos antes da votação. Ele se apresentou como integrante do campo político do presidente Lula, mas afirmou que manterá independência para rejeitar propostas que considere prejudiciais aos trabalhadores.
O candidato também criticou políticos que se apresentam como integrantes da base de Lula no Rio Grande do Norte, mas que, segundo ele, não mantêm alinhamento com o presidente. Motta não citou nomes ao fazer a declaração.
Rafael Motta reafirmou apoio à chapa formada por Cadu Xavier para o Governo do Estado e por Samanda Alves e ele próprio para as duas vagas potiguares no Senado.
“O time de Lula está formado no Estado do Rio Grande do Norte. É Cadu governador, junto com Samanda senadora e Rafael Motta senador”, afirmou.