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Eleições 2026

PSOL retira candidatura de Robério Paulino e declara apoio a Cadu de Lula

Diretório estadual aprovou a mudança na reta final da campanha e diz buscar união do campo progressista em eventual segundo turno
Agora RN
01/10/2026 | 16:54

O PSOL do Rio Grande do Norte decidiu retirar a candidatura do professor universitário Robério Paulino ao Governo do Estado e apoiar Cadu de Lula (PT). A deliberação foi aprovada por ampla maioria pelo diretório estadual na noite de quarta-feira 30, na reta final da campanha.

Em resolução política, a legenda afirma que a decisão pretende concentrar forças em uma candidatura progressista e evitar o avanço de Álvaro Dias (PL) para um eventual segundo turno. O texto descreve a candidatura do PL como representante do bolsonarismo e diz que pesquisas apontam disputa próxima entre Álvaro e Cadu pela segunda posição, enquanto Allyson Bezerra (União) aparece na liderança.

Cadu de Lula e Robério Paulino durante debate em Natal
Cadu de Lula e Robério Paulino durante debate do Grupo Dial Natal - Foto: José Aldenir

O diretório considera que a união do campo progressista pode ajudar a impedir o que classifica como avanço da direita bolsonarista no Estado e defende a presença, no segundo turno, de candidaturas comprometidas com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na pesquisa Exatus divulgada em 24 de setembro, Robério registrou 0,29% das intenções de voto no cenário estimulado. Allyson tinha 44,11%, Cadu, 22,52%, e Álvaro, 20,60%. Contratado pelo Grupo Agora RN, responsável pelos jornais Agora RN e O Correio de Hoje, o levantamento ouviu 1.500 eleitores entre 21 e 23 de setembro, tem margem de erro de 2,53 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro RN-00755/2026.

A resolução reconhece a trajetória de Robério e sua contribuição para um programa de esquerda, mas afirma que o cenário exige mudança de estratégia. O PSOL diz que o apoio ocorre com ressalvas à administração da governadora Fátima Bezerra (PT), mantendo críticas ao Proedi e à judicialização de greves de trabalhadores.

A sigla afirma, porém, que Cadu representa neste momento uma alternativa do campo democrático e progressista, com convergências em pautas defendidas pelo partido. A adesão, segundo o documento, não envolve exigência de compensação administrativa, financeira, eleitoral, de cargos ou de espaços em eventual governo. O PSOL pretende apresentar propostas do próprio programa a Cadu para análise de pontos convergentes.

A discussão sobre uma composição vinha desde a pré-campanha. Em 29 de junho, dirigentes do PT e do PSOL se reuniram na sede petista em Natal após convite de Samanda Alves. Participaram, entre outros, Samanda, Sandro Pimentel, Robério, integrantes do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT e Camila Barbosa, secretária-geral do PSOL Natal. A conversa terminou sem acordo.

Naquela ocasião, Robério defendeu a manutenção de pré-candidaturas próprias, enquanto Sandro disse que o convite seria discutido pelas instâncias partidárias. Robério admitia uma aliança em segundo turno. Agora, o diretório classificou a retirada como decisão excepcional diante da conjuntura eleitoral, orientou filiados e candidaturas a divulgar a resolução e a participar da campanha de Cadu. A legenda afirma que preservará sua independência política e continuará livre para defender propostas e fazer críticas.