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Psol rejeita aliança com PT e confirma chapa própria para Governo e Senado no RN

Partido lançará Robério Paulino ao Governo do Estado, Lenny Grillo como vice e Sandro Pimentel e Sônia Godeiro ao Senado; decisão afasta possibilidade de aliança com a chapa liderada pelo PT
Por O Correio de Hoje
14/07/2026 | 15:28

O Psol do Rio Grande do Norte confirmou que disputará as eleições de 2026 com candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado, encerrando as negociações que vinham sendo mantidas com o PT para uma possível aliança. A decisão foi tomada nesta segunda-feira 13, em reunião do diretório estadual da sigla.

Com isso, o Psol — que integra uma federação com a Rede Sustentabilidade — deverá confirmar em convenção as candidaturas do professor universitário Robério Paulino ao Governo do Estado, além do ex-deputado estadual Sandro Pimentel e da médica pediatra Sônia Godeiro ao Senado.

Robério Paulino Vereador de Natal RN (29)
Professor Robério Paulino será candidato ao Governo do RN - Foto: José Aldenir

Na reunião do diretório nesta segunda-feira, o Psol também confirmou a definição da assistente social Lenny Grillo como pré-candidata a vice-governadora. E anunciou que a convenção estadual da legenda acontecerá no próximo dia 26 de julho, às 10h, na Assembleia Legislativa.

Ao anunciar a decisão, Robério Paulino afirmou que o diretório estadual encerrou definitivamente as tratativas com o PT. “O diretório do Psol bateu o martelo. Vamos de chapa completa para Governo e Senado”, declarou. Segundo ele, o diálogo sobre uma eventual composição com os petistas foi concluído sem acordo. A informação também foi confirmada pelo presidente estadual do partido, Sandro Pimentel.

Robério descartou, ainda, a possibilidade de a direção nacional do Psol rever a decisão do diretório potiguar. Segundo ele, a executiva nacional já definiu a destinação de recursos para as candidaturas do partido ao Governo e ao Senado no Estado. “A nacional já determinou os valores dos recursos para as candidaturas ao Governo e ao Senado. Não há riscos de intervenção”, afirmou.

A definição coloca fim a um processo de negociação iniciado no fim de junho, quando o PT procurou formalmente o Psol para convidar a legenda a integrar a frente política que está sendo construída em apoio às candidaturas do ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier ao Governo do Estado e de Samanda Alves e Rafael Motta (PDT) ao Senado.

Segundo o Psol, embora o partido apoie nacionalmente a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno, a direção nacional concedeu autonomia aos diretórios estaduais para definir suas estratégias eleitorais.

Ao fazer o convite ao Psol no fim de junho, a presidente estadual do PT, Samanda Alves, entregou uma carta defendendo a formação de uma aliança “em defesa da democracia, da justiça social e da continuidade de um projeto de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte”. O documento também ressaltava a parceria entre PT e Psol no plano nacional e defendia a união das forças de esquerda para a disputa eleitoral.

Após o encontro, porém, o Psol evitou indicar qualquer definição. A direção estadual informou que o convite seria submetido às instâncias partidárias e ressaltou que todas as decisões da legenda são tomadas de forma coletiva.

Do lado do PT, a aliança segue sendo formada pela federação composta por PT, PV e PCdoB, além de PDT e PSB. O grupo trabalha as pré-candidaturas de Cadu Xavier ao Governo e de Samanda Alves e Rafael Motta ao Senado, enquanto ainda busca definir o nome para vice-governador e os suplentes das candidaturas ao Senado. A decisão do Psol reduz as possibilidades de ampliação desse campo político e confirma que os dois partidos estarão em chapas distintas na disputa pelo Governo do Estado.