A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) negou ter ajudado o PT a divulgar a informação falsa de que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A entidade publicou uma nota no domingo 27, depois que Flávio acusou pessoas de dentro da conferência de participar da circulação do boato.
“A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a CNBB. Segundo a entidade, atribuir a ela participação na produção ou divulgação de desinformação sem apresentar fatos ou provas atinge a instituição. A conferência também declarou que não integra a estrutura de partidos nem de candidaturas.

Flávio fez a acusação durante um ato de campanha em Goiânia. O senador afirmou que não existe proposta de sua parte para alterar o título da santa e classificou a informação que o associa a essa intenção como falsa. Ao responsabilizar pessoas ligadas à CNBB, ele não apresentou provas.
A nota da CNBB afirma que suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua atuação pastoral e de princípios expressos em documentos da entidade. A conferência disse repudiar informações falsas independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado por elas.
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) também comentou o episódio nesta segunda-feira 28. Em publicação nas redes sociais, pediu que Flávio respeite as religiões e a fé dos brasileiros.
Entenda a polêmica
A discussão começou após a circulação de publicações que associavam Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato negou ter esse plano. Um projeto de lei com esse objetivo havia sido apresentado em 2007 e arquivado no ano seguinte, sem participação atribuída a Flávio na proposta.
No domingo 27, Flávio afirmou que pessoas de dentro da CNBB teriam ajudado o PT a espalhar a informação falsa, sem apresentar provas. A entidade respondeu em nota que não participou da produção ou divulgação de desinformação eleitoral e que não integra a estrutura de partidos ou candidaturas.
Confira a nota na íntegra
Diante de informações e manifestações que circulam nas redes sociais envolvendo o nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esclarecemos:
A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral.
A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar.
A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência.
Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira.
CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.
Brasília – DF, 27 de setembro de 2026
Assessoria de Comunicação Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB