A ex-deputada federal Carla Zambelli anunciou nesta terça-feira 3 uma comunidade paga, com mensalidade de R$ 50, e pediu ajuda financeira a apoiadores. Em vídeo publicado no Instagram, ela afirmou que decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a impedem de abrir uma conta bancária e receber pagamentos por trabalho na Itália.
“Vim trazer essa situação pra vocês porque realmente já não tenho mais como resolver. Moraes destruiu a minha vida”, declarou.

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Segundo Zambelli, o bloqueio de seus recursos e as informações relacionadas ao seu nome na Interpol fazem com que instituições financeiras se recusem a abrir uma conta. A ex-deputada atribuiu a essas restrições a dificuldade de receber uma remuneração no país europeu.
Ela afirmou que a comunidade paga foi criada como alternativa para obter recursos. Em contrapartida à mensalidade, prometeu disponibilizar conteúdos exclusivos sobre diferentes áreas de conhecimento e compartilhar relatos de sua experiência na prisão.
“Se um dia você me admirou, eu peço a sua ajuda”, disse.
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Zambelli acumula duas condenações criminais no Brasil. No processo sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a inserção de documentos falsos, foi condenada pelo STF a dez anos de prisão em regime inicial fechado. A condenação tornou-se definitiva após a análise dos recursos.
O governo brasileiro pediu sua extradição à Itália em razão desse caso, mas a Justiça italiana rejeitou a solicitação. A decisão sobre esse processo não encerrou a análise de outro pedido de extradição relacionado à segunda condenação.
Nesse outro caso, Zambelli recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando ela perseguiu um homem com uma arma em punho em São Paulo.
O julgamento do pedido de extradição relacionado à perseguição armada foi adiado pela Justiça italiana para 24 de novembro.
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