O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União) assinou uma carta de compromisso com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), nesta quinta-feira 1º, e apresentou propostas de expansão da instituição. Entre as medidas anunciadas, estão a abertura de cursos, especialmente na área de tecnologia, a ampliação da presença da universidade em outras regiões e a realização de concursos públicos para professores e servidores.
Os compromissos foram feitos por Allyson em visita à instituição, acompanhado da esposa e pedagoga Cinthia Pinheiro (União), que é candidata a deputada estadual. Durante o encontro, a reitora Cicília Maia apresentou dados sobre o número de estudantes e a estrutura de graduação e pós-graduação. Também destacou a contribuição da Uern para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Allyson, por sua vez, afirmou que a universidade pública amplia o acesso ao conhecimento e à formação profissional, criando oportunidades para a juventude potiguar.

O candidato disse que pretende envolver a instituição em uma eventual gestão estadual e defendeu a criação de cursos alinhados às demandas atuais e às necessidades regionais. “A Uern terá papel fundamental no nosso projeto de governo. Queremos abrir novos cursos, levar a universidade para outras regiões e criar oportunidades para quem deseja ingressar por concurso público. Vamos valorizar e investir fortemente na universidade, que pertence a todo o Rio Grande do Norte”, declarou.
Allyson também citou parcerias entre a Prefeitura de Mossoró e a universidade durante sua administração, entre 2021 e março deste ano. O candidato registrou que a Uern participou do “Jovem do Futuro”, programa voltado à qualificação profissional; de um programa de inclusão e capacitação de profissionais; e do “Mossoró para o Mundo”, ação que oferece intercâmbio internacional a estudantes da rede municipal.
Ao mencionar essas iniciativas, o candidato afirmou que a relação com a instituição antecede a campanha eleitoral. “Essa parceria não aconteceu apenas durante o período eleitoral. Mantivemos uma relação permanente com a Uern, envolvendo professores e servidores em projetos que transformaram a vida dos nossos jovens. No Governo do Estado, essa parceria será ainda maior”, disse.
O vice-reitor da Uern, Francisco Dantas de Medeiros, também participou da agenda.
Sobre a Uern
Mantida pelo Governo do Estado, a Uern tem 58 anos de fundação e um orçamento previsto de R$ 496,8 milhões para 2026. Se esse valor for confirmado até o fim do ano, o repasse à universidade vai aumentar 9% em relação a 2025, quando a receita foi de R$ 455,2 milhões.
Desde o fim de 2021, com a sanção da Lei nº 11.045/2021 pela governadora Fátima Bezerra (PT), a Uern tem autonomia de gestão financeira e patrimonial. Isso significa que a própria instituição administra seus recursos, planejando e fixando prioridades para seu funcionamento.
Atualmente, a instituição mantém 109 cursos, entre graduação e pós-graduação, e reúne 14.280 estudantes. A Uern está presente em todas as regiões do Estado, com 6 campi e 22 polos de educação à distância.
Segundo relatório divulgado pela universidade em maio, o corpo funcional é composto por 1.538 servidores, sendo 862 professores e 678 técnicos administrativos. Ao todo, a instituição reúne 14.280 estudantes de graduação e pós-graduação.
O mesmo balanço aponta que 80,2% dos alunos são oriundos da escola pública, 79,6% pertencem a famílias de baixa renda e 82,8% são naturais do RN.
O futuro da instituição foi uma das principais pautas da campanha para o Governo do Estado na área da educação. Em maio, o candidato Álvaro Dias (PL) disse que sua equipe técnica realizaria estudos de propostas sobre a federalização ou a privatização da universidade. Depois da forte repercussão da fala, o ex-prefeito de Natal voltou atrás e afirmou que, se for eleito, a Uern seguirá estadual.
No recuo, Álvaro chamou a Uern de “patrimônio do Estado do Rio Grande do Norte”, destacou que a universidade já formou mais de 60 mil profissionais e garantiu que a manterá como instituição estadual caso seja eleito. “Eu jamais iria pensar em federalizar ou, muito menos, em privatizar a Uern”, afirmou.