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Crime

Polícia captura no Ceará dois suspeitos de ligação com atentado a Cabo Deyvison

Até o momento, as forças de segurança não divulgaram a identidade dos suspeitos nem detalhes sobre a possível participação deles no crime ocorrido na noite de segunda-feira
Redação
16/06/2026 | 14:19

Dois homens foram detidos no Ceará para averiguação no âmbito das investigações sobre o atentado contra o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL). Até o momento, as forças de segurança não divulgaram a identidade dos suspeitos nem detalhes sobre a possível participação deles no crime ocorrido na noite de segunda-feira 15.

As detenções representam um novo desdobramento da investigação conduzida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura a tentativa de homicídio contra o parlamentar e a morte do assessor Alyson Diego de Oliveira Morais, atingido durante o ataque.

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Vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL). Foto: Reprodução

Desde as primeiras horas após o atentado, as forças de segurança do Rio Grande do Norte informaram que trabalhavam com a hipótese de participação de três homens na ação criminosa. Durante coletiva realizada nesta terça-feira 16, a Polícia Militar revelou que havia indícios de que pelo menos um dos suspeitos teria vindo do Ceará para o Rio Grande do Norte antes do crime.

Segundo as investigações, os criminosos utilizaram inicialmente um Toyota Corolla durante a ação. Após os disparos, o veículo foi abandonado e os suspeitos fugiram por uma área de mata em Mossoró. Equipes policiais realizaram cercos e buscas com apoio de drones equipados com câmeras termais, mas os envolvidos não foram localizados naquele momento.

Posteriormente, a polícia identificou a utilização de um segundo veículo na fuga. O motorista foi localizado e levado à delegacia para prestar esclarecimentos após informar que transportou suspeitos para outro ponto da cidade.

Estado de saúde

O vereador Cabo Deyvison foi socorrido inicialmente para a UPA do Alto de São Manoel e, posteriormente, encaminhado ao Hospital Regional da PM em Mossoró. Ele sofreu dois ferimentos por arma de fogo. Um dos disparos atravessou o corpo, enquanto o outro permaneceu alojado.

Deyvison também sofreu uma fratura na tíbia e passará por avaliação de uma equipe de ortopedistas para definição do procedimento médico mais adequado e da necessidade de intervenção cirúrgica.
Em vídeo nas redes sociais, Cabo Deyvison afirmou que não pretende recuar da atividade política e associou o ataque às denúncias que vinha fazendo contra organizações criminosas e supostos vínculos políticos. Ele cobrou rigor nas investigações.

Ao longo do pronunciamento, o vereador dirigiu críticas às facções criminosas e ao que chama de “políticos corruptos”, afirmando que ambos seriam seus “inimigos declarados”. “O sistema, os políticos corruptos e os faccionados” são, segundo ele, os alvos de sua atuação pública.

O vereador também sugeriu que o atentado pode ter relação com denúncias feitas por ele horas antes do crime. “Coincidência ou não, eu fiz uma grave denúncia e postei nas redes sociais ontem. Nada está descartado: envolvimento político, facção, tudo será investigado”, afirmou.

Facções e motivação seguem sob investigação

A Polícia Civil afirma que todas as linhas investigativas permanecem abertas. Antes do atentado, Cabo Deyvison havia divulgado vídeos nas redes sociais relatando ameaças atribuídas a integrantes de facções criminosas e afirmando que familiares também estariam sendo intimidados.

Após o ataque, o vereador declarou que não pretende interromper sua atuação política e relacionou o atentado a denúncias que vinha realizando.

Apesar das declarações, os investigadores afirmam que ainda não há elementos suficientes para apontar a motivação do crime. A polícia também evita, neste momento, relacionar oficialmente o atentado a disputas políticas ou à atuação de organizações criminosas.

As autoridades informaram que o foco da investigação continua sendo a identificação de todos os envolvidos, a definição da autoria e a apuração de possíveis mandantes do atentado.