O vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL) afirmou que não pretende interromper sua atuação política após o atentado a tiros que sofreu na noite desta segunda-feira 15. Em declaração divulgada após o ataque, o parlamentar disse que seguirá fazendo denúncias e cobrou o esclarecimento do crime que resultou na morte de seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira Morais.
Ao comentar o atentado, Deyvison comparou sua trajetória na Polícia Militar com o período em que atua na política. Segundo ele, em 14 anos na corporação participou de operações de alto risco sem ser atingido por disparos, mas afirmou ter sido alvo de duas tentativas de homicídio desde que ingressou na vida pública.

“São 14 anos de Polícia Militar. Cinco anos me dediquei à tropa de elite, ao Comando de Operações Táticas Rurais. Troquei tiro com assaltantes de banco e nunca fui atingido. Em um ano e meio de política tentaram contra a minha vida duas vezes”, declarou.
O vereador também afirmou que o atentado não o fará recuar. “Vocês não vão conseguir me calar. Eu vou com mais força para cima de vocês”, disse.
Durante o pronunciamento, Cabo Deyvison direcionou críticas a facções criminosas e a políticos que, segundo ele, mantêm relações com organizações criminosas. O parlamentar voltou a afirmar que a população tem sido afetada pela expansão da criminalidade nas periferias e cobrou respostas das autoridades para o caso.
“Nossa soberania a gente já perdeu faz tempo para as facções. A gente não tem mais a liberdade de ir a um parque, de levar um filho à escola, de nascer e crescer nas nossas periferias sem ser assediado e aterrorizado por facções”, afirmou.
Vereador cita denúncia feita antes do atentado
Deyvison também mencionou uma denúncia publicada em suas redes sociais horas antes do ataque. Segundo ele, a coincidência entre a divulgação do conteúdo e o atentado precisa ser investigada pelas autoridades.
“Coincidência ou não, eu fiz uma grave denúncia e postei nas redes sociais ontem. Nada está descartado. Envolvimento político, facção, tudo será investigado e a gente vai acompanhar passo a passo dessa investigação”, declarou.
Apesar das afirmações do vereador, a Polícia Civil informou que ainda não há conclusão sobre a motivação do crime. As autoridades afirmam que todas as hipóteses permanecem em análise e que a prioridade é identificar os autores e eventuais mandantes do atentado.
Homenagem ao assessor morto
Em meio ao pronunciamento, o vereador também pediu orações para a família e prestou homenagem ao assessor Diego de Oliveira Morais, que morreu após ser atingido durante o ataque.
“Peço que orem pelo meu irmão que tombou, peço que orem pela minha família. Eu vou continuar essa luta, não tem nada que impeça de eu continuar”, afirmou.
Ao final da declaração, Cabo Deyvison prometeu buscar justiça pela morte do assessor.
“Eu vou honrar meu irmão, pode ter certeza. Eu vou honrar meu irmão”, disse.
Estado de saúde
Segundo informações divulgadas pelas forças de segurança, Cabo Deyvison permanece internado em estado estável. O vereador sofreu dois ferimentos por arma de fogo, sendo um disparo transfixante e outro com projétil alojado. Ele também teve uma fratura na tíbia e segue sob acompanhamento médico.
A investigação do atentado é conduzida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, três suspeitos são procurados pelas forças de segurança.