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Posicionamento

Lei de Promoção de Praças não pode ser modificada, defende Associação de PMs

Expectativa é evitar aprovação de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a LPP
Agora RN
08/11/2018 | 17:50

Com um dos pontos da Lei de Promoção de Praças (LPP) em risco, as associações de policiais e bombeiros militares do RN protocolaram pedido de audiência com o Procurador-Geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite. A iniciativa acontece após o Ministério Público, por meio do promotor Wendell Beetoven, requerer que o PGJ ingresse com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a LPP.

De acordo com o Subtenente Eliabe Marques, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN), o ponto questionado pelo MP é a promoção ex-officio, em que o militar estadual tem o direito à promoção quando dobra o interstício (tempo de serviço na mesma graduação), ficando na condição excedente.

Lei de Promoção de Praças não pode ser modificada, defende Associação de PMs

Segundo Marques, os militares promovidos por ex-officio geralmente já possuem de 15 a 20 anos em serviço na mesma graduação. “Os policiais e bombeiros militares já são prejudicados com o cerceamento de direitos básicos. Por exemplo, dos 34 direitos sociais constantes na Constituição Federal, os militares dispõe apenas de seis. Neste contexto, esperamos contar com a sensibilidade do Ministério Público para que seja feito algo justo e ninguém seja prejudicado”, sustenta Eliabe Marques.

O presidente da ASSPMBMRN argumenta que a LPP, como uma das maiores conquistas da categoria, em vigor desde 2015, modificou um cenário em que policiais e bombeiros iam para reserva ainda como soldados, após 30 anos de efetivo serviço, mas agora possuem uma perspectiva de ascensão funcional. Para o Subtenente, é necessário considerar que a instituição militar estadual é um órgão com características particulares e legislação específica, que difere dos demais servidores públicos.

“No caso, se esta ADI prosperar, ela estará ferindo frontalmente um dos pilares básicos da instituição que é o princípio da hierarquia. Além de não considerar as particularidades dos militares que não se aposentam, não têm direito a FGTS, adicional noturno, adicional de insalubridade, sindicalização, greve, são de dedicação exclusiva, não têm carga horária definida. Todos esses direitos são concedidos aos demais servidores públicos”, sustenta o presidente.

O expediente, requerendo a reunião com o PGJ, foi protocolado nessa quarta-feira (07) pela ASSPMBMRN, juntamente com as demais entidades representativas dos policiais e bombeiros militares do RN. “Esperamos reverter esta situação e evitar que um desastre aconteça”, conclui Eliabe Marques.