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Saúde

Superfungo: Sesap confirma segundo caso de Candida auris no Hospital da PM em Natal

Novo registro do fungo ocorre após caso confirmado em 22 de janeiro; pasta convocou coletiva para esta quinta-feira 5
Redação
05/03/2026 | 13:11

A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou, nesta quinta-feira 5, um novo caso do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal. Este é o 2º registro da infecção na unidade hospitalar este ano.

A nova paciente é uma mulher idosa, de 72 anos, que tem diabetes, hipertensão e é paciente renal crônica. Ela foi internada na unidade para passar por uma amputação.

candida auris
Hospital Central Coronel Pedro Germano, em Natal, registrou dois casos de Candida auris neste ano - Foto: Reprodução

O primeiro caso de Candida auris no Hospital da PM foi confirmado no fim de janeiro. O paciente é um espanhol de 58 anos, que deu entrada no local em 16 de janeiro para tratar uma insuficiência cardíaca.

Em coletiva de imprensa, o secretário de Saúde, Alexandre Motta, admitiu que a contaminação aconteceu dentro do próprio hospital, mesmo com isolamento do outro paciente. A mulher estava internada no local desde dezembro. Outros três exames anteriores haviam descartado a infecção anteriormente. “Isso implica que nós precisamos tomar algumas medidas a mais. Primeiro, aumento de equipe, de técnicos de enfermagem, e, segundo, aumento de profissionais higienistas, para que isso possa ser debelado pelo menos nos próximos 60 dias”, afirmou o secretário.

Candida auris

O Candida auris é considerado uma ameaça à saúde pública global. Identificado pela primeira vez em humanos em 2009, no Japão, o fungo pode provocar infecções graves, principalmente em pacientes com baixa imunidade ou com outras doenças associadas.

Além da dificuldade de identificação em exames laboratoriais convencionais, o microrganismo também apresenta resistência a diversos medicamentos antifúngicos e pode sobreviver por longos períodos em ambientes hospitalares, o que aumenta o risco de surtos em unidades de saúde.