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Mundo

Submarino dos EUA afunda navio iraniano

Autoridades do Sri Lanka resgatam 32 tripulantes do navio Iris Dena; ao menos 87 morreram e dezenas seguem desaparecidos após torpedeamento confirmado por Washington
Por O Correio de Hoje
05/03/2026 | 17:39

Um submarino dos Estados Unidos afundou a fragata iraniana Iris Dena em águas internacionais no Oceano Índico, próximo às águas territoriais do Sri Lanka, em um episódio que amplia a escalada militar envolvendo Teerã e seus adversários. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, confirmou nesta quarta-feira o torpedeamento de um navio iraniano na região — sem mencionar o nome da embarcação — e classificou a ação como o primeiro afundamento do tipo realizado por Washington desde a Segunda Guerra Mundial.

O episódio foi inicialmente revelado pela Marinha do Sri Lanka, que informou ter respondido a um pedido de socorro transmitido ao amanhecer a partir de uma posição fora das águas territoriais do país, mas dentro de sua zona internacional de busca e resgate. Segundo autoridades locais, o alerta partiu de uma embarcação americana que relatava o ataque.

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Navio do Irã logo após ser atingido por míssil lançado por submarino dos EUA em águas internacionais - Foto: Satélite dos EUA

Equipes de resgate chegaram cerca de uma hora depois ao ponto indicado, localizado a aproximadamente 25 milhas náuticas (cerca de 40 quilômetros) ao sul do porto de Galle. No local, entretanto, não havia mais sinal do navio.

“As equipes encontraram apenas manchas de óleo na água e botes salva-vidas flutuando”, disse o porta-voz militar Budhika Sampath. “Encontramos pessoas flutuando na água, as resgatamos e, posteriormente, ao investigarmos, descobrimos que eram tripulantes de um navio iraniano.”

Dois navios militares e uma aeronave do Sri Lanka participaram da operação. Até agora, 32 tripulantes foram resgatados com vida.

Segundo a agência de notícias AFP, a polícia local confirmou a recuperação de 87 corpos no local do incidente. O número pode aumentar, já que parte da tripulação ainda está desaparecida.

Em pronunciamento no Parlamento, o ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, afirmou que os documentos da embarcação indicavam a presença de 180 pessoas a bordo. Caso os números divulgados até agora se confirmem, cerca de 68 tripulantes seguem desaparecidos.

O resgate foi autorizado com base nas obrigações internacionais do país em operações de socorro marítimo, acrescentou o governo.

Durante a mesma declaração em que comentou o episódio, Hegseth afirmou que o ataque representa uma demonstração da estratégia dos Estados Unidos e de seus aliados de enfraquecer a capacidade naval do Irã.

Autoridades americanas e israelenses têm afirmado que um dos objetivos da operação militar conjunta em curso é destruir a estrutura marítima do regime iraniano. Segundo Washington, ao menos 17 embarcações militares de Teerã já teriam sido afundadas desde o início das ações.

Hegseth descreveu o ataque como uma “morte silenciosa”, referência ao uso de torpedos disparados por submarinos, e reforçou que novas ofensivas estão previstas.

“Continuaremos a caçar, desmantelar, desmoralizar, destruir e derrotar as forças iranianas”, disse o secretário de Defesa. “Mais e maiores ondas estão a caminho.”

Ao comentar o caráter histórico do torpedeamento, Hegseth afirmou que a ação remete às táticas utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial.

“Assim como naquela guerra”, afirmou, “estamos lutando para vencer.”