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Adaptação

He-Man retorna aos cinemas em novo live-action

Filme dirigido por Travis Knight aposta em uma versão mais humana do herói e traz Nicholas Galitzine no papel principal
Por O Correio de Hoje
01/06/2026 | 13:55

Levar He-Man de volta aos cinemas foi uma tarefa que atravessou décadas de tentativas, mudanças de estúdio e projetos interrompidos. Desde o lançamento do primeiro e único live-action do personagem, em 1987, estrelado por Dolph Lundgren, diversas propostas de continuações, reboots e novas adaptações foram anunciadas pela indústria cinematográfica. A maioria, no entanto, jamais saiu do papel e acabou integrada ao chamado “development hell”, expressão utilizada em Hollywood para definir projetos que permanecem por anos em desenvolvimento sem chegar efetivamente às telas.

Agora, essa trajetória ganha um novo capítulo com Mestres do Universo, longa-metragem dirigido por Travis Knight, conhecido por trabalhos como Kubo e as Cordas Mágicas e Bumblebee. A produção aposta em uma releitura do universo criado na década de 1980 e traz Nicholas Galitzine no papel de Adam Glenn, o príncipe de Eternia que se transforma no poderoso He-Man.

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Nicholas Galitzine interpreta Adam, o príncipe de Eternia que se transforma em He-Man - Foto: Divulgação

O elenco também conta com Camila Mendes como Teela, a guerreira que acompanha o herói em suas batalhas, além de Jared Leto, responsável por dar voz ao vilão Esqueleto. Entre os antagonistas também está Maligna, interpretada por Alison Brie.

A proposta do filme é resgatar para as novas gerações a experiência de acompanhar as aventuras do herói que marcou as manhãs da televisão de milhões de crianças ao redor do mundo. Mas, segundo seus realizadores e protagonistas, o objetivo vai além da nostalgia.

Para viver He-Man, Nicholas Galitzine passou por uma intensa preparação física. Ainda assim, o ator afirma que a construção do personagem nunca esteve centrada apenas em sua aparência ou força física.

“Percebi que ele era mais que os músculos imediatamente, assim que li o roteiro”, conta Galitzine ao Estadão, durante passagem pelo Brasil para divulgar o filme. “Para mim, e obviamente para Travis, ele não contratou alguém baseado no fato de que eu estava pronto para partir para a ação. Acho que ele contratou alguém em quem viu a alma do personagem. E foi isso que me fez me apaixonar tanto por ele. Eu vi alguém que usa o humor para desviar da dor que sente.”

No novo longa, o personagem continua enfrentando batalhas épicas, acrobacias e confrontos contra Esqueleto e seus seguidores. No entanto, a narrativa também busca aprofundar aspectos emocionais do protagonista, explorando suas dúvidas, inseguranças e conflitos internos.

Segundo Galitzine, a vulnerabilidade do personagem é justamente um dos fatores que explicam sua permanência no imaginário popular por tantas décadas.

“Eu via alguém que estava sentindo dificuldades com sua identidade e em saber quem ele era para as pessoas à sua volta e que se importavam com ele”, segue. “Para mim, o mais interessante é quando você consegue enxergar vulnerabilidade em uma pessoa que tem todo o poder do mundo, toda essa força exterior. Quando você recebe um roteiro em que interpreta o homem mais poderoso do universo, se você for assim o tempo todo, torna-se muito chato.”

Ao longo dos últimos anos, o personagem ultrapassou os limites da cultura pop tradicional e ganhou nova visibilidade por meio de memes, vídeos virais e referências compartilhadas nas redes sociais. O filme procura dialogar tanto com os fãs históricos quanto com esse novo público que passou a conhecer o herói pela internet.